Futebol
Sem videoconferência, jogadoras do Fortaleza treinam em casa e aguardam datas de retorno
Com o Campeonato Cearense e o Brasileirão Série A2, teoricamente, no calendário de 2020, o time feminino do Fortaleza está com as atividades paralisadas desde março, ainda sem previsão de retorno para trabalhos presenciais. Por enquanto, as jogadoras e os profissionais da modalidade aguardam que a CBF decida, ou pelo menos passe a discutir sobre, uma possível data de retorno das competições previstas na temporada.
Para manter o acompanhamento em meio à pandemia, os departamentos de fisioterapia e de nutrição do clube, junto com a preparadora física Raquel Ferreira, criaram uma cartilha com orientações sobre a importância da boa alimentação, do sono, da atividade física diária e também com alguns exercícios preventivos. O objetivo é manter o controle sobre o condicionamento das atletas mesmo à distância.
“(Enviamos a cartilha) Justamente para ter o controle das atletas, ter o feedback delas para saber como estão se sentindo, como foi o treinamento, se foi adequado para determinadas situação”, explica Raquel. Ao contrário do que fez o elenco masculino do Leão, as jogadoras não treinam por videoconferência: “Algumas meninas não têm acesso, não têm espaços adequados, internet disponível, não têm um notebook. Isso dificulta e a nossa realidade, infelizmente, ainda é assim”.
Mesmo com as atividades paralisadas, as jogadoras não tiveram redução salarial e continuam a receber os vencimentos normalmente, segundo a assessoria de imprensa tricolor. As atletas fazem exercícios como corridas em ambientes ao ar livre para o desenvolvimento e a manutenção do sistema energético neste período de pausa.
Em meio a tantas discussões e expectativas quanto ao retorno do futebol masculino, o futebol feminino ainda não tem sequer uma projeção de retomada. O que resta, segundo Raquel, é a articulação com outros setores do Fortaleza para se preparar antecipadamente: “A gente está conversando para se organizar e montar o planejamento de como faremos para o retorno, quando surgir a possível data”.
Para a preparadora física, esse planejamento gera uma preocupação maior em relação ao trato com as atletas: “O que estamos tentando fazer é dialogar entre os setores para que a gente possa dar o melhor suporte diariamente às atletas neste período de pandemia, visto que a gente está esperando o retorno dos órgãos sanitários. Só nos resta, infelizmente, esperar”.
Fonte: O Povo
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