Política
PEC do Orçamento Impositivo elevará recursos para estados e municípios, diz consultor
[caption id="attachment_8298" align="alignleft" width="600"]
Médicos em visita a povoado em Vargem Grande (MA): Orçamento impositivo amplia verbas para a saúde (Foto:Reprodução)[/caption]Na pauta do Plenário desta semana, a chamada PEC do Orçamento Impositivo (22A/2000), que torna obrigatória a execução das emendas parlamentares ao Orçamento da União, trará mudanças significativas ao processo de gestão orçamentária no país, disse o consultor de orçamentos do Senado Luís Otávio Barroso à TV Senado.

Médicos em visita a povoado em Vargem Grande (MA): Orçamento impositivo amplia verbas para a saúde (Foto:Reprodução)
Ele destaca na entrevista três aspectos fundamentais em relação à proposta de emenda à Constituição, cujo texto-base foi aprovado no último dia 5 pelos senadores, com 62 votos favoráveis e 9 contrários.
O primeiro efeito é que, como hoje o governo federal deixa de executar parte das despesas incluídas na lei orçamentária pelos congressistas, a aprovação da PEC aumentará a aplicação de recursos federais nos estados e municípios.
Barroso também ressalta que a emenda, se de fato for incorporada ao texto constitucional, deverá ser adotada pelos governos estaduais e municipais. Ele explica que, embora as normas do processo de elaboração e execução orçamentária estabelecidas pela Constituição tenham sido concebidas para a União, já são no momento seguidas pelas administrações locais.
Assim, prevê o consultor, “o que deve acontecer é que a obrigatoriedade de execução de emendas parlamentares também deve passar a valer não só para a União, mas também para os orçamentos locais – o orçamento de cada estado e o orçamento de cada município”.
Luís Otávio Barroso diz ainda que a PEC do Orçamento Impositivo produz uma “modificação substancial na relação entre os parlamentares e o Poder Executivo”, na medida em que tira do Poder Executivo a liberdade para executar ou não as despesas orçamentárias incluídas nos orçamentos públicos pelo Poder Legislativo.
Para se transformar em regra constitucional, porém, a proposta – de autoria do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) – tem ainda um longo caminho a percorrer.
É preciso, primeiro, que o Senado conclua a votação de primeiro turno, o que depende da votação de emenda do senador Cícero Lucena (PSDB-PB) que eleva os recursos destinados à saúde. Depois, a PEC terá de passar por uma segunda rodada de votação, exigindo-se novamente, para que seja aprovada, os votos favoráveis de pelo menos 49 dos 81 senadores.
Superada essa etapa, a PEC do Orçamento Impositivo será novamente votada pela Câmara dos Deputados, já que o texto aprovado pelos deputados foi alterado pelos senadores.
Fonte: Agência Senado
-
Brasil3 dias atrásMarco Nanini pede desculpas após polêmica com retirada de intérprete de Libras durante peça
-
Brasil3 dias atrásAnvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer de pulmão avançado
-
Esportes3 dias atrásMorre aos 67 anos Jorge Veras, ex-atacante que marcou história no Ferroviário e no Grêmio
-
Mundo3 dias atrásPapa Leão XIV não precisará de tratamento adicional contra câncer de pulmão
-
Ceará3 dias atrásFuncionários da Amazon no Ceará denunciam salários abaixo do mínimo e relatam humilhações
-
Brasil3 dias atrásPrazo para comícios e propaganda eleitoral paga na internet termina nesta quinta-feira
-
Ceará2 dias atrásZenir recusou propostas de compra de Magazine Luiza e Casas Bahia, afirma direção
-
Brasil2 dias atrásFelca se pronuncia após críticas por vídeo sobre fobia social e bullying
