Ceará
Servidores de universidades federais decidem manter greve
Categoria votou contraproposta de reajuste para enviar ao Governo. Assembleia ocorreu na tarde desta quarta nos jardins da reitoria da UFC.
Os servidores das universidades federais do Ceará decidiram em assembleia nesta quarta-feira (9) pela continuidade da greve iniciada desde junho e pela aprovação de uma contraproposta que vai ser enviada ao Governo Federal. Segundo a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) Keila Camelo, a categoria se reuniu nos jardins da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, e votou pelo reajuste salarial de 9,8% a partir de 2016 e de mais 5,5% a partir de 2017.
A contrapoposta ao que foi oferecido pelo Governo Federal (aumento 5,5% em 2016 e 5,4% em 2016) deve ser apresentada nesta quinta-feira pela Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra) ao Ministério do Planejamento. “Vamos ver a reação do Governo, se ele vaia aceitar ou se vai dar uma terceira alternativa. Dependendo do que sair amanhã, já temos uma assembleia marcada para a próxima quarta-feira para analisar a reunião”, afirmou Keila.
Ainda de acordo com a coordenadora do Sintufce, os servidores também votaram pela pauta de reajuste de benefícios como o auxílio-creche, que deve receber uma correção inflacionária de 10 anos e pode passar de R$ 75 para R$ 385 reais. Participaram da assembleia representates da UFC, em greve desde 15 de junho; da Universidade Federal do Cariri (UFCA), paralisada desde 11 de junho e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), onde os servidores iniciaram a paralisação em 5 de junho.
Greve docente e estudantil
Outras duas categorias que também estão em greve são os professores da UFC, Unilab e UFC e os estudantes da UFC. Em nível local, os docentes pedem reajuste de 19,7%; suspensão do calendário acadêmico; garantia da extensão do período do pagamento das bolsas e seguros; criação de vagas para professores nas Casas de Cultura; entre outros pontos. Os alunos, que atualmente ocupam a reitoria da UFC, protestam contra os cortes no orçamento da educação; por creches para filhos de alunos e alunas; pela ampliação do horário de funcionamento dos restaurantes universitários e por melhorias nas residências universitárias.
Fonte: G1
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