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Iguatu

CASO ADOLESCENTE: HRI RESPONDE À OUVIDORIA E CONFIRMA APURAÇÃO PELA COMISSÃO DE ÉTICA MÉDICA

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Em ofício enviado à Secretaria de Saúde, direção do hospital detalha cronologia dos atendimentos em julho, justifica condutas e alega sigilo médico sobre detalhes do prontuário.

IGUATU — Em resposta formal aos questionamentos divulgados pela coluna Balaio de Gatos e oficializados junto à Ouvidoria Municipal de Saúde, o Hospital Regional de Iguatu (HRI), sob gestão do Instituto São Vicente, encaminhou o Ofício nº 376/2026. No documento assinado pela diretora executiva Fabrícia Oliveira Batista Bezerra, a instituição apresentou esclarecimentos sobre os atendimentos prestados a uma adolescente e detalhou os procedimentos internos instaurados para apurar as condutas assistenciais.

A manifestação atende às cobranças da sociedade sobre a conduta médica no atendimento inicial da paciente, que deu entrada na unidade com quadro de dor abdominal intensa, foi liberada e, após o agravamento do estado de saúde no retorno ao hospital, veio a óbito.

Reconstituição dos Atendimentos

No documento oficial, a direção do HRI reconstitui a linha do tempo das passagens da jovem pela unidade hospitalar:

  • Primeiro atendimento (27/07/2026, às 13h49): O hospital confirma que a adolescente deu entrada acompanhada da mãe, relatando dores abdominais e náuseas há cerca de um dia. Conforme o registro assistencial citado no ofício, a avaliação médica indicou abdome plano e sinal de Blumberg negativo (exame físico utilizado na investigação de apendicite aguda), tendo sido solicitados exames laboratoriais. O atendimento e a avaliação foram concluídos às 14h25.

  • Retorno e Internação (30/07/2026, às 19h06): Três dias após o primeiro contato, a paciente retornou à unidade. O HRI relata que foram adotadas condutas como analgesia e a realização de uma tomografia computadorizada de abdome, com acompanhamento assistencial subsequente.

Sigilo Médico e Questionamentos Clínicos

Embora tenha detalhado a cronologia de entrada, a direção do HRI reservou-se ao direito de não especificar publicamente os horários exatos da emissão e leitura do laudo da tomografia, os tempos de espera para reavaliação médica ou a relação exata de medicações administradas no segundo atendimento.

A instituição justificou a omissão desses detalhamentos com base no dever legal e ético de preservação do sigilo do prontuário médico. O HRI ressaltou, contudo, que a cópia integral do prontuário já foi formalmente entregue à família da paciente e permanece à disposição dos órgãos de fiscalização e autoridades competentes.

Sobre as indagações acerca do fluxo na transição de plantões, a administração sustentou que mantém equipes 24 horas por dia e que as passagens de turno ocorrem com registros cronológicos no prontuário, garantindo a continuidade do cuidado.

Procedimentos Internos de Apuração

Diante do desfecho do caso, a direção do hospital informou que encaminhou o prontuário e os relatórios de atendimento para análise técnica da Comissão de Revisão de Prontuários e da Comissão de Ética Médica.

Segundo o texto assinado pela diretora executiva, as instâncias técnicas avaliarão de forma imparcial o cumprimento dos fluxos e a adequação das condutas médicas. A instituição declarou que aguardará a conclusão desses pareceres para emitir qualquer juízo definitivo sobre a atuação dos profissionais envolvidos.

O caso segue sob acompanhamento dos órgãos de controle e da Secretaria Municipal de Saúde.

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