Brasil
Objeto que surgiu em praia de SP pode ter vagado por décadas no mar
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Objeto continua encalhado na areia da praia (Foto: Andressa Amorim/G1)[/caption]
O objeto misterioso que apareceu na faixa de areia de Praia Grande, no litoral de São Paulo, na quarta-feira (24), continua intrigando moradores, turistas e especialistas. Durante toda a sexta-feira (26), técnicos da Marinha e da prefeitura tentaram retirar a peça do local, sem sucesso, já que nenhum equipamento foi capaz de levantar o objeto que pesa cerca de cinco toneladas. De acordo com o oceanógrafo e professor da Unesp Francisco Sekiguchi Buchmann, é impossível saber quantos anos o objeto ficou vagando pelo oceano. Segundo ele, o tempo pode variar de algumas semanas a até várias décadas.

Objeto continua encalhado na areia da praia (Foto: Andressa Amorim/G1)
O objeto misterioso que apareceu na faixa de areia de Praia Grande, no litoral de São Paulo, na quarta-feira (24), continua intrigando moradores, turistas e especialistas. Durante toda a sexta-feira (26), técnicos da Marinha e da prefeitura tentaram retirar a peça do local, sem sucesso, já que nenhum equipamento foi capaz de levantar o objeto que pesa cerca de cinco toneladas. De acordo com o oceanógrafo e professor da Unesp Francisco Sekiguchi Buchmann, é impossível saber quantos anos o objeto ficou vagando pelo oceano. Segundo ele, o tempo pode variar de algumas semanas a até várias décadas.
Buchmann conversou com a equipe do G1 e acredita que, aparentemente, o objeto seja uma boia, provavelmente utilizada para a atracação de navios. “Durante as tempestades, ocorre a sobreelevação do mar, permitindo o encalhe de baleias e boias na praia, por exemplo. Em praias chamadas “abertas” e oceânicas, como as de Praia Grande e Ilha Comprida, é comum o aparecimento de objetos perdidos e até animais”, explica.
O professor se refere à grande quantidade de chuva que atingiu a região desde a segunda-feira (22), com índices acima do esperado para o mês de dezembro. “Essa elevação acompanha os ventos e faz subir a maré. Como esses objetos são feitos para ficarem décadas no mar, podem ter soltado e vindo parar na praia”, acrescenta.
Técnicos da Marinha que estiveram na praia do bairro Vila Caiçara, onde a boia surgiu, disseram que, pelo formato do objeto, poderia ser uma poita de navio. As poitas são estruturas usadas para a ancoragem de navios, podendo ser ligadas às boias. O G1 também entrou em contato com a Capitania dos Portos para mais detalhes, no entanto, a procedência não foi confirmada.
Já o engenheiro mecânico Douglas Bento, que há 31 anos atua na área portuária carioca, aponta uma possível falha de manutenção desses objetos. “Essas boias delimitam por onde os navios podem passar, para garantir a segurança na navegação. Elas geralmente pertencem ao canal de acesso ao porto, ficando presas e amarradas em poitas no fundo do canal. Elas devem passar por manutenção periódica e, nesse caso, a amarra deve ter se rompido pelo mau tempo ou por falta de manutenção”, explica.
O guarda-vidas Maurício Soares foi um dos primeiros a avistar o objeto. “Vi logo que cheguei para trabalhar. Segundo as pessoas, ele apareceu na parte da manhã. Isolei a área para ninguém se machucar. Não tinha nenhuma identificação. Era de ferro e estava bem enferrujada. Tinha uma corta e uma circunferência de aproximadamente três metros. Estava com umas cracas (crustáceos marinhos), ostras e sedimentos”, diz.
A prefeitura confirmou que será preciso um caminhão especial e a remoção deve ser feita até a próxima segunda-feira (29). A preocupação é que alguém se machuque, já que o objeto está enferrujado e pode causar acidentes.
Fonte: G1
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