Brasil
Dono de pastelaria forja caso de racismo e é indiciado por falsa comunicação de crime
Um caso de racismo que chocou a cidade de Campo Bom (RS) foi desmascarado pela polícia. O dono de uma pastelaria, que se dizia vítima de uma mensagem ofensiva de um cliente, confessou que ele mesmo criou um perfil falso e enviou a mensagem para si mesmo.
O proprietário e entregador do estabelecimento, Gabriel Fernandes da Cunha, alegou que recebeu uma mensagem de um cliente que pedia que não mandasse um motoboy negro para entregar o pedido, pois não gostava de pessoas assim encostando na sua comida. A mensagem foi divulgada nas redes sociais e causou revolta e indignação.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e descobriu que o número de telefone usado para enviar a mensagem pertencia ao próprio dono da pastelaria. Ele havia criado uma conta falsa na plataforma de pedidos e simulado a situação. Ele admitiu o crime e disse que queria chamar a atenção para o seu negócio.
O delegado responsável pelo caso, Cléber dos Santos Lima, indiciou Gabriel por falsa comunicação de crime, que prevê pena de um a seis meses de detenção ou multa. Ele também disse que vai apurar se houve algum tipo de prejuízo para a plataforma de pedidos ou para a imagem da cidade.
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