Ceará
Tráfico de fósseis: Polícia Federal conclui inquérito com 11 investigados por contrabando de peças do Ceará
Esquema de contrabando de fósseis partia de trabalhadores de pedreiras na Chapada do Araripe, no sul do estado, que vendiam o material por até R$ 5 mil a professores do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal concluiu inquérito a respeito do tráfico de fósseis encontrados na região da Chapada do Araripe, no sul do Ceará. As investigações apontam para 11 envolvidos, no esquema de contrabando de fósseis, conforme a delegada Josefa Lourenço.
“Nós temos 11 investigados ao todo. Isso não significa que sejam os únicos, pode haver outros desdobramentos na instauração de novos inquéritos”, diz Josefa.
O inquérito elaborado pela Polícia Federal vai ser entregue ao Ministério Público Federal (MPF). As investigações concluíram que trabalhadores de pedreiras na Bacia do Araripe eram o ponto de partida para o tráfico de mais de duzentos fósseis apreendidos ano passado. O esquema tinha o envolvimento, inclusive, de professores universitários no Rio de Janeiro.
“Desde o início da investigação, as hipóteses criminais, os fatos criminosos indicavam que havia realmente uma comercialização ilegal dos fósseis com professores universitários. As provas que nós obtivemos na operação são contundentes em demonstrar que realmente isso vinha acontecendo”, aponta a delegada.
Conforme as investigações, parte dos fósseis apreendidos estava em universidade do Rio de Janeiro. A finalidade, conforme apurado pela polícia, é de pesquisa científica, já que a descoberta de novas espécies traz prestígio para os professores. Dessa forma, os próprios mineradores na Chapada do Araripe já se especializavam em diferenciar o valor dos fósseis.
“Já há uma espécie de especialização do minerador com os tipos de fósseis raros. Eles já conseguem, muitas vezes, distinguir os tipos de fósseis mais raros e atribuir valores pra que sejam vendidos e pra que despertem o interesse daquele pesquisador que quer adquirir”.
“Nas provas obtidas a gente verifica que quando uma espécie já era descrita, já havia descrição desse espécime, os professores atribuíam valor menor: R$ 200, R$ 180. Mas, quando era mais raro, partiam pra valores acima de R$ 1 mil. Mas, sempre, de R$ 100 até R$ 5 mil”, descreve Josefa.
Fonte: G1 CE
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