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Talibã anuncia Emirado Islâmico do Afeganistão e apresenta nova bandeira do país
O Talibã anunciou, nessa quinta-feira (19), que o Afeganistão voltará a ser chamado pelo mesmo nome de quando o grupo extremista assumiu o poder pela primeira vez, em 1996: Emirado Islâmico do Afeganistão. A mudança foi comunicada pelo porta-voz do Talibã em um post nas redes sociais, onde também apresentou a nova bandeira do país.
Zabihullah Mujahid havia dito na última terça-feira (20) que o Talibã terá atitudes mais moderadas, como o respeito aos direitos das mulheres dentro das normas da lei islâmica.
O discurso pacífico, porém, não foi sustentado pelo grupo. Um dos principais líderes do Talibã, Waheedullah Hashimi, disse nessa quinta-feira que as leis serão semelhantes às que predominavam na vez em que eles estiveram no poder.
“Não haverá nada como um sistema democrático porque isso não tem nenhuma base no nosso país, nós não vamos discutir qual será o tipo de sistema político que vamos aplicar no Afeganistão porque isso é claro: a lei é sharia, e é isso”, afirmou Hashimi.
VIOLÊNCIA
Ainda nessa quinta-feira, Dia da Independência do Afeganistão, o Talibã voltou a reagir com violência diante das manifestações da população contrária à tomada do poder.
O jornal The New York Times informou que houve protestos na capital Cabul, nas cidades de Jalalabad e Asadabad e no distrito da província de Paktia, conforme a agência de notícias Reuters.
Ao menos 12 pessoas morreram durante o caos que se instalou no aeroporto de Cabul. Relatos indicam que pessoas faleceram por pisoteamento, enquanto outras teriam sido mortas a tiros.
Na segunda-feira (16), centenas de afegãos tentaram embarcar em voos para fugir do país após a volta do Talibã ao poder. Pelo menos cinco pessoas morreram no tumulto.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que os civis invadem a pista e cercam um avião militar dos Estados Unidos. Algumas pessoas se agarram à aeronave, que levanta voo e, minutos depois, é possível vê-las despencando de milhares de metros de altura. Um ex-jogador de futebol do país foi uma das vítimas.
Fonte: Diário do Nordeste
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