Em 2011, 29 mil e 700 jovens, entre 14 e 25 anos, morreram vítimas de causas violentas no Brasil. A informação faz parte do estudo “Mapa da violência dos municípios brasileiros”, divulgado nesta quinta-feira. O dado de 2011 é só um reflexo dos números dos últimos 30 anos. De acordo com o levantamento, entre 1980 e 2011, o número de mortes por homicídios de jovens no Brasil cresceu 326 por cento. O que, de acordo com o estudo, faz com que o homicídio seja a principal causa de mortes não naturais e violentas entre esta faixa etária. Para o autor do mapa, o sociólogo Julio Jacobo, a elevação deste índice tem diversas causas. Um delas, segundo o especialista, é culpar a vítima.

“Pode juntar várias coisas ali, mais ou menos elenca uma cultura da violência muito acentuada no Brasil, histórica, que compartilha com a América Latina, a visão de que se soluciona os conflitos terminando próximo a uma elevada dose de impunidade, a uma elevada dose de tolerância institucional. Isto é, se justifica a violência contra a juventude com a violência, na qual lida a juventude tornando a vítima, a culpada.

“De 14 a 25 anos demonstra a omissão da sociedade e do Poder Público em relação aos jovens, principalmente os que moram no interior de estados desenvolvidos e na periferia. Para chegar aos resultados do Mapa da Violência 2013, divulgado pelo Centro de estudos Latino Americanos, foram avaliados dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. O estudo também avaliou o número de mortes de jovens por estado, gênero e raça. Para conhecer mais sobre a pesquisa acesse: http://www.mapadaviolencia.org.br