Três homens foram mortos em uma intervenção policial ocorrida nessa sexta-feira, 22, no distrito de Uiraponga, em Morada Nova (Vale do Jaguaribe). Conforme a Polícia Militar, o episódio aconteceu após uma equipe do Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (BEPI) tentar abordar o trio durante patrulhamento de rotina e os homens passarem a atirar contra a composição.

“A fim de cessar a injusta agressão e em legítima defesa, os policiais reagiram com o intuito de neutralizar a ação”, informou, em nota, a PM. Conforme a corporação, os suspeitos foram lesionados e encaminhados a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiram aos ferimentos.

Os mortos foram identificados como: Antônio Edileudo Nobre da Silveira, de 28 anos; Sávio da Silva Alves, de 23 anos; e um terceiro indivíduo conhecido apenas como “Piquiti”.

A PM informou que Antônio Edileudo tinha antecedentes criminais por roubo, receptação, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa. Já Sávio tinha antecedentes por organização criminosa.

Na ação, ainda foram apreendidos dois revólveres calibre .38, uma espingarda calibre 12, 19 munições dos dois calibres, dentre as quais 06 deflagradas, 53 gramas de maconha, uma moto com queixa de roubo/furto, balança de precisão e uma mochila com uma camisa camuflada, estilo militar.

Esta foi a segunda intervenção policial a deixar três mortos no Estado em menos de uma semana. Na segunda-feira, 18, três homens foram mortos em Santa Quitéria, no Sertão dos Crateús. Morreram na ação Deusdedit Alves da Silva, de 54 anos, Diogo Ferreira de Souza, de 25, e um terceiro homem que não foi identificado.

Até junho deste ano, mais recente atualização disponibilizada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 69 mortes por intervenção policial foram registradas em 2022. No mesmo período do ano passado, 71 casos haviam sido registrados.

As mortes por intervenção policial são consideradas excluídas de ilicitude, conforme o Código Penal, uma vez que ocorrem em legítima defesa do autor ou de terceiros. Entretanto, por lei, todos os casos devem ser investigados pela Polícia Civil para que seja comprovada a versão.

 

Fonte: O Povo