Nesta quarta-feira, 30, os professores da rede pública municipal se reuniram mais uma vez em ato de paralisação. Este foi o segundo ato do mês. O ato de paralisação que contou com panelaço ocorreu na Praça da Matriz e percorreu as ruas da cidade com destino a Praça da Caixa Econômica Federal. Desde fevereiro o magistério encontra-se em “estado de greve”. A categoria pede pelo reajuste integral e linear de 33,24%, conforme a Lei Federal do Piso Nacional do Magistério.

O município por sua vez ofertou o aumento de apenas de 10,18%, que já foi rechaçado pela categoria. Membro do Sindicato dos Servidores Municipais de Iguatu (SPUMI), Pablo Campos ressaltou a pauta da categoria e as tentativas de retomar a mesa de negociação com o poder público municipal. A mobilização contou com a participação de sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) na regional Iguatu, além da presença da coordenação regional da entidade.

Resposta

Em nota a Secretaria da Educação esclarece o posicionamento da gestão municipal em relação a esse impasse. “O Município de Iguatu vem empreendendo esforços a fim de possibilitar o reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional da categoria conforme determina a Portaria nº 67, de 04 de fevereiro de 2022. Após análise dos aspectos financeiros e legais decorrentes da adequação do Piso Nacional, na quarta-feira (30/03), a Secretaria da Educação convidou os professores da rede para uma reunião, a fim de que fossem ouvidos os anseios da classe, ocasião em que foi oportunizado o debate e apresentada a proposta de reajuste que atende aos ditames da lei do piso, aplicando o importe de R$ 3.845,63 na primeira referência do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério. Devido à suspensão da greve por decisão do Tribunal de Justiça do Ceará, solicitamos urgência na audiência de conciliação, que aconteceu na mesma data (30/03) com a presença da Procuradoria do Município, o sindicato representativo da categoria, o Ministério Público e o Poder Judiciário. A nova proposta apresentada à classe, assegura que o menor salário base da categoria seja R$ 3.845,63, aplicando-se 3% a mais em cada referência da tabela, sendo que o professor com mais tempo de serviço chegará a receber R$ 5.323,25 no salário base. Ressalte-se que além do vencimento base, os professores de Iguatu ainda contam com outras vantagens no conjunto de suas remunerações, como anuênios, gratificações de especialização, mestrado e doutorado. Confiantes da boa acolhida da proposta e tendo em vista que o Sindicato convocou assembleia para ontem, sexta (01/04), ocasião que será oportunizada a votação, acreditamos que o impasse possa ser solucionado e possamos continuar avançando na recuperação da aprendizagem dos alunos tão prejudicados durante a pandemia”.