Ceará
Número de mortes naturais no Ceará em 2020 foi 61% maior que o esperado, aponta levantamento
No Ceará, o chamado excesso de mortalidade, que é a diferença entre os óbitos esperados e os observados, chegou a ser de 61% maior entre 15 de março e 4 de julho, em comparação com o mesmo período de 2019. Esta é a quarta maior taxa detectada no país. Somente Amazonas (95%), Roraima (76%) e Maranhão (67%) tiveram índices proporcionais maiores que o Ceará.
Neste intervalo de tempo eram esperadas 15.843 mortes naturais no Estado, mas ocorreram 25.539 óbitos. Nem todas são atribuídas à Covid-19. A taxa foi dimensionada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) que criou uma ferramenta para monitorar o chamado excesso de mortalidade no Brasil.
Série histórica
O painel com as estimativas lançado, este mês, pelo Conass considera a série histórica de óbitos no Brasil entre 2015 e 2019, com dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Neste cálculo foram excluídas as mortes por causas externas, como os acidentes e as violências.
Com base nesses dados, foi estabelecida a expectativa do que poderia ser registrado de mortes em 2020. As informações do SIM são comparadas com as dos registros de mortes deste ano que constam no Portal de Transparência do Registro Civil, administrado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).
Nessa comparação é aplicado um fator de correção. O ponto de partida do cálculo da ferramenta do Conass é o registro da primeira morte confirmada por Covid-19 no país (na semana epidemiológica 12). A última alteração na plataforma foi feita dia 11 de agosto e ela continuará sendo atualizada, segundo o Conass.
No Ceará, o epidemiologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luciano Pamplona, explica que “o excesso de óbitos é ruim porque, em alguns casos, as pessoas morreram sem a gente ter um diagnóstico. Qual o grande desafio do SUS? É dizer porque as pessoas morrem. Porque se eu não sei de que morre minha população, eu não posso propor políticas públicas para priorizar isso”.
Ele acrescenta que “o que a gente percebe é que além dos óbitos confirmados de Covid, se a gente pegar o mesmo período de anos anteriores, ainda teve mais óbitos que deveria ter tido. Isso chamamos de excesso de óbitos”.
Fonte: G1 CE
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