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‘Não influencio a orientação de ninguém’: professores comentam frase do ministro da Educação sobre transexuais que lecionam
Professores transexuais comentaram as declarações do ministro da Educação dadas em entrevista publicada na quinta. Milton Ribeiro disse, ao jornal “O Estado de S. Paulo”, que a população trans atuante na rede de ensino não pode incentivar os alunos “a andarem por esse caminho. Tenho certas reservas”.
Milton Ribeiro afirmou que “o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo [termo que trata a orientação sexual como doença]” vêm, algumas vezes, de “famílias desajustadas”.
“Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”, disse o ministro.
Na visão de Mariah Rafaela Silva, de 35 anos, que leciona no curso de história da arte na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as declarações desviam o foco da gestão do ministério que comanda.
Ela pontuou que tais declarações são direcionadas para “um público muito raivoso, justamente para se eximir de responsabilidade efetiva na resolução de problemas” da educação brasileira.
Questionada sobre possíveis impactos negativos de tais declarações na sala de aula, Mariah argumentou que não considera que isso seja um problema para lidar com os alunos, mas sim com grande parcela do corpo discente e técnico administrativo das instituições educacionais.
Para Maria Fernanda Ribeiro Pereira, professora de arte na rede estadual paulista, “a escola é o primeiro ambiente social que a criança aprende a conviver e respeitar as diferenças. É nela também que devemos garantir medidas protetivas quanto aos abusos sexuais que na maioria das vezes ocorre no seio familiar tradicional. Daí a importância da educação em sexualidade em todos os ciclos e fases de aprendizagem”.
Milton Ribeiro disse que as escolas “perdem tempo” falando de “ideologia” e ensinando sobre sexo, sobre “como colocar uma camisinha”. Segundo ele, a abordagem pode favorecer uma “erotização das crianças”.
Para o ministro, discussões sobre gênero não deveriam ocorrer na escola. “Quando o menino tiver 17, 18 anos, vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero. A opção que você tem como adulto de ser homossexual, eu respeito, mas não concordo”, afirmou.
“A fonte de problema relacionados ao preconceito contra a diversidade sexual não vem dos estudantes, mas daqueles que operacionalizam a estrutura cognitiva e prática profissional da universidade”, afirmou a professora.
Também do Rio de Janeiro, o professor de educação física Leonardo Peçanha, de 39 anos, disse ser “falácia” o ministro sugerir que um professor trans poderia estimular os estudantes a mudarem de sexo. “A ideia que ele traz é como se nós, enquanto professores, estivéssemos fazendo algo errado. E ele naturalizou o preconceito contra pessoas que já vivem uma vulnerabilidade social muito grande.”
Fonte: G1
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