Ceará
Médicos cearenses fazem ato pelas 100 mil mortes por Covid-19 no país
Profissionais de saúde do Coletivo Rebento – Médicos em Defesa da Ética, da Ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS) realizaram ato em homenagem às 100 mil vítimas da Covid-19 no Brasil na manhã deste sábado (8), no Poço da Draga, em Fortaleza. A manifestação cobrava a responsabilização pelos óbitos que poderiam ter sido evitados com políticas públicas de prevenção efetivas, assim como o respeito às vidas perdidas para o coronavírus.
O Ceará já contabiliza 7.949 mortes e 187.996 casos confirmados da doença, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). No Brasil, 100 mil óbitos por coronavírus e 2.967.634 casos foram confirmados até esta manhã (8), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
O grupo de médicos se organizou no começo da pandemia a fim de levantar discussões sobre o cenário social instaurado pelo coronavírus, considerando questões científicas e éticas, conforme explica a doutora Liduína Rocha, uma das coordenadoras do Coletivo Rebento.
Eles também buscavam desconstruir notícias falsas sobre a doença, assim como questionar políticas públicas que resultavam em mais mortes, principalmente das populações mais vulneráveis.
“A escolha de fazer o ato aqui no poço da Draga é exatamente para marcar a percepção de que as pessoas que mais estão morrendo e que sendo expostas são exatamente aquelas que estão em situação de vida de maior vulnerabilidade, como é o contexto aqui do Poço da Draga”, afirma Liduína.
Para ela, é importante compreender que o marco de 100 mil mortes não é um fenômeno natural e que muitos óbitos poderiam ter sido evitados com políticas públicas eficazes. A ausência de um Ministro da Saúde por mais de 100 dias, assim como a adoção de medidas sem base científica comprovada, contribuiu para a quantidade de mortes registradas no país.
“Quando a gente compara a realidade brasileira com a realidade da Argentina fica claro que um país tem 4 mil mortes e escolheu políticas públicas baseadas nas melhores evidências. E o outro tem 100 mil mortes, com uma tentativa de negação da realidade pelo governo federal”, aponta.
Respeito
Além disso, a manifestação presta homenagem a todas as famílias impactadas pelas perdas da Covid-19 e aos profissionais de saúde que perderam a vida nessa batalha, considerando que nem todos são impactados da mesma maneiras. Liduína percebe que os sujeitos em situação de maior vulnerabilidade, são os mais impactados com os casos de contaminação e morte pela doença.
“E aqui de novo, nós não estamos em condições de igualdade. Os profissionais que mais morrem são os que têm maior vulnerabilidade também, são as auxiliares de enfermagem, as técnicas, os maqueiros”, acrescenta.
Fonte: G1 CE
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