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MEC libera consulta de bolsas do Prouni, mas suspende inscrições até liberação do Sisu
O Ministério da Educação disponibilizou para consulta, nesta segunda-feira (27), as informações das 251.139 bolsas parciais e integrais para faculdades privadas por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni).
A consulta pode ser feita no site do Prouni, com base em três critérios: o curso, a instituição ou o município desejado.
O cronograma previa que as inscrições começassem nesta terça (28), mas o início foi adiado após problemas com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Justiça Federal mandou o MEC revisar todas as notas, e suspendeu a divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – também prevista para esta terça.
Segundo o próprio ministério, a divulgação dos aprovados no Sisu é condição prévia para o início das inscrições do Prouni – isso evitaria que um estudante concorresse às bolsas e, depois, descobrisse que conseguiu vaga numa instituição pública.
Até as 21h desta segunda, o MEC e a Advocacia-Geral da União (AGU) ainda tentavam reverter a decisão judicial. Com isso, não há prazo para a retomada desses processos.
Segundo o ministério, a decisão judicial e a paralisação do Sisu não afeta a consulta às bolsas, já que o procedimento seria “meramente informativo”. As inscrições, entretanto, seguem suspensas até que o Sisu seja liberado.
“Os cronogramas definitivos dos programas de acesso à Educação Superior serão publicados após decisão final da justiça, tendo em vista que o resultado do Sisu é condição necessária para inscrição no Prouni e no Fies”, afirmou o MEC nesta segunda.
Prouni: como funciona
O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares.
Para participar, o candidato não pode ter diploma de ensino superior. Além disso, deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e tirado, no mínimo, média de 450 pontos na prova. Não é permitido ter zerado na redação.
Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda:
-Bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo
-Bolsas parciais (50% da mensalidade coberta): renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos
Entre as exigências, o candidato deve ainda se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações:
-ter cursado o ensino médio em escola pública;
-ter cursado o ensino médio em escola privada, desde que na condição de bolsista integral;
-ter alguma deficiência;
-ou ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica).
O sistema de seleção é aberto uma vez a cada semestre. Informatizado, seleciona os alunos de acordo com o desempenho no Enem. Após o candidato ser pré-aprovado, é preciso comprovar seus dados pessoais na universidade em que foi aprovado. Só assim a vaga estará garantida.
Fonte: G1
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