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O motorista de aplicativo Alexandre Hablich Fernandes, morto durante corrida em Fortaleza nesta semana, foi o 28° trabalhador da categoria assassinado no Ceará desde a chegada do serviço no Estado, em 2017. A informação foi dada nesta quinta-feira, 13, pela Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros do Ceará (Ampip-CE) à Rádio O POVO CBN.

Antônio Evangelista, presidente da entidade, divulgou levantamento enquanto comentava o caso de Hablich. O homem tinha 32 anos e estava desaparecido desde o início desta semana, mas teve o corpo encontrado na noite dessa quarta-feira, 12, na BR-116, em Itaitinga, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

“Com a morte dele, infelizmente, agora são 28 motoristas mortos”, destacou Evangelista, lamentando o ocorrido. O presidente ainda informou que a entidade está se mobilizando para ajudar Bianca Fonseca, esposa da vítima, que encontra dificuldades financeiras após o assassinato do marido.

De acordo com informações passadas pela Polícia Civil, o corpo de Alexandre foi encontrado com marcas de violência. Caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, até a noite desta quinta-feira, 13, o autor do crime não foi encontrado.

Proteção aos motoristas

A morte de Hablich levantou o questionamento acerca da vulnerabilidade dos motoristas que atuam realizando esse tipo de serviço de transporte. Antônio afirma que tem entrado em contato com empresas para ter garantia sobre a proteção dos trabalhadores, alertando ainda para instabilidade de alguns dispositivos de segurança.

O rastreador de veículo, por exemplo, foi citado durante entrevista pelo presidente devido ao fato de que Alexandre teve o seu bloqueado por assassinos. O ocorrido havia sido informado pela esposa da vítima, que tentou rastrear o marido e percebeu que o sinal do dispositivo havia parado.

Na tarde desta quinta, motoristas de aplicativos chegaram a protagonizar uma manifestação ao entorno da Arena Castelão, em Fortaleza. Os trabalhadores transitaram com o nome “luto” nos vidros de seus carros, exigindo segurança por parte das empresas de transportes por aplicativo que atuam no Estado.

Fonte: O Povo