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Garimpeiros tentam voltar para terra ianomâmi
Agentes da Força Nacional surpreenderam um grupo de garimpeiros que tentavam entrar nas terras ianomâmi com combustíveis, maquinário e alimentos. Na ação realizada na noite de quarta-feira, a força-tarefa destruiu barcos e dragas que seriam utilizadas no garimpo ilegal. Ontem, a ação continuou abordando novos invasores e apreendendo uma arma e o que encontraram em um barco. Na quarta, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, disse que a operação de desintrusão do território ianomâmi poderá se estender por um ano.
Em visita ao território indígena em Roraima, o ministro da Defesa, José Múcio, disse que o governo se preocupa em “não prejudicar inocentes”, se referindo aos garimpeiros que agem ilegalmente nas terras ianomâmi. “No garimpo, tem pessoas que trabalham lá para se sustentar. Tem mulheres, crianças e homens que estão trabalhando lá pelo seu sustento”, disse. Questionado se ele acredita na inocência dos invasores, Múcio respondeu dizendo que “não posso julgar”.
Enquanto um grupo de garimpeiros tentam o retorno às terras ianomâmi, especialistas mostram preocupação com os que fogem da região. Eles analisam que os invasores podem seguir para outras áreas indígenas no Pará, onde há forte domínio do garimpo ilegal como os territórios Munduruku e Kayapó, o que poderá agravar conflitos pelas terras. (g1)
A taxa de mortalidade entre bebês ianomâmi no primeiro ano de vida é dez vezes maior que a registrada no Brasil, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Foram 114,3 mortes a cada mil nascimentos em 2020, número superior ao de países entre os mais pobres do mundo, como Serra Leoa e República Centro-Africana, que tinham 80,5 e 77, respectivamente.
Um relatório do Ministério da Saúde mostra que ao menos sete dos 31 polos de atendimento a indígenas foram fechados devido à insegurança gerada pela ação de garimpeiros que atuam ilegalmente no território ianomâmi. Com o fechamento das unidades, outros polos ficam sobrecarregados, como o de Surucucu, uma das regiões mais afetadas pela crise humanitária em Roraima.
A lei sobre o comércio de ouro apontada como a facilitadora para o avanço do garimpo ilegal foi criada por um deputado do PT e sancionada pela então presidente Dilma Rousseff. Trata-se de uma emenda a uma Medida Provisória que tratava de seguro agrícola, sem relação com a proposta do petista. A presunção da “boa-fé” estabelecida pelo texto permite que a palavra do vendedor seja suficiente para atestar a legalidade da origem do minério, sem que o comprador seja punido, caso seja posteriormente comprovado que o ouro veio de garimpo irregular.
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