Investir na educação básica e na inclusão digital é primordial para dar condições aos jovens mais pobres de disputarem por empregos de qualidade e bem remunerados, conforme discutido no 1º episódio. Entretanto, é necessário ir além e ampliar a capacitação para prepará-los para o mundo atual do emprego.

A pesquisadora do Centro de Análise de Dados e Avaliação de Políticas Públicas (Capp) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Natália França, reflete que o conjunto de práticas a serem adotadas precisam focar no ensino técnico e profissional, mas também priorizar a inovação.

No entanto, pondera, em um contexto marcado por amplas desigualdades, são indispensáveis recortes por gênero e por raça para propiciar maior equidade.

“Do contrário, as diferenças na exclusão digital irão reforçar cada vez mais as disparidades sociais com as quais vivemos”, frisa.

“Com o dinamismo dos tempos atuais, precisamos de soluções novas, de cérebros pensantes, de pessoas atuantes, para que se engajem cada vez mais nas profissões do futuro. Nesse contexto, além de garantir o acesso à tecnologia, devem ser fornecidas ferramentas para que a juventude seja curiosa, tenha pensamento crítico”, diz.

O doutor em Educação e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Gregório Grisa, acrescenta que as políticas públicas para formação técnica podem ser combinadas com as de transferência de renda para evitar a evasão escolar, além das refeições no próprio colégio.

Um exemplo delas seria uma poupança ou um benefício para estudantes do ensino médio, propostas já discutidas no Congresso.

Fonte: Diário do Nordeste