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Endividamento crescente impacta idosos no Brasil e no Ceará

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O endividamento da população idosa é um fenômeno de relevância nacional e global, mas apresenta impactos concretos no Ceará, onde se combinam o rápido envelhecimento populacional, dificuldades econômicas e fragilidades estruturais relacionadas ao crédito e à renda. Esse cenário amplia a vulnerabilidade financeira de pessoas com mais de 60 anos, especialmente aquelas que dependem de renda fixa.

No Brasil, o problema tem se intensificado de forma acelerada. Dados da Serasa Experian indicam que o número de idosos inadimplentes saltou de cerca de 4,3 milhões em 2015 para aproximadamente 14,5 milhões em abril de 2025, crescimento muito superior ao da própria população idosa. Estima-se que quase metade dos brasileiros nessa faixa etária esteja endividada, e cerca de 40% já em situação de inadimplência, proporção maior do que a observada entre os mais jovens.

No Ceará, embora não haja estatísticas específicas por faixa etária, os dados gerais apontam um quadro preocupante. Mais de 51% dos adultos cearenses encerraram 2025 com dívidas em atraso, somando cerca de 3,4 milhões de pessoas com nome negativado. O estado também lidera o ranking nacional de endividamento por empréstimo do nome a terceiros, prática que atinge 32,1% da população e afeta de forma sensível os idosos, muitas vezes pressionados por familiares. Em Fortaleza, mais de 1,2 milhão de inadimplentes acumulavam dívidas que chegavam a R$ 5,9 bilhões, incluindo aposentados e pensionistas.

Esse contexto se agrava com as mudanças demográficas. Segundo o Censo de 2022, a população com 65 anos ou mais no Ceará cresceu 42% em 12 anos e já representa 10,4% dos habitantes do estado. Projeções do IBGE indicam que, até 2070, cerca de 40% da população poderá ter mais de 60 anos. Além disso, cresce o número de idosos que vivem sozinhos: em 2024, 41% dos lares unipessoais eram ocupados por pessoas nessa faixa etária, condição que aumenta a vulnerabilidade econômica e amplia a exposição ao endividamento.

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