A primeira quinzena de junho chegou ao fim com uma significativa marca pluviométrica em Iguatu. Em apenas 15 dias, choveu quatro vezes mais de todo volume esperado para o mês de junho. Conforme levantamento da reportagem, com base nos números da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos – Funceme, do dia 1º até ontem, dia 15, já havia chovido o acumulado de 125 milímetros. A média histórica para maio é de 35,6 mm.

O volume surpreende tendo em vista que o período da quadra invernosa chegou ao fim em maio. O mês de junho marca o início do período chamado de pós-estação. Até o fim de julho, apesar da redução nos acumulados, precipitações ainda deverão ocorrer ao longo do território cearense.

“Embora se observe uma redução das precipitações, a pós-estação não representa o fim das precipitações no Ceará. Neste período do ano, torna-se mais frequente a formação de Ondas de Leste na costa da África. Estes sistemas se deslocam até a região Nordeste, muitas vezes alcançando nosso estado e favorecendo a ocorrência de chuvas, principalmente em parte do litoral e região Jaguaribana”, explicou Meiry Sakamoto, gerente de Meteorologia da Funceme.

 

Relembre

Dos quatro meses que compõem o período, apenas fevereiro ficou abaixo da média histórica em Iguatu, com 130 milímetros, quase 19.5% inferior à normal climatológica. Já março foi o que obteve o maior índice. Foram 667 milímetros acumulados ao longo do mês, um desvio positivo de 201,3%. O mês foi o mais chuvoso dos últimos 49 anos.

Já abril fechou bem próximo da média, quando foram 335 mm registrados, diferença de 77,1%. Maio, último mês da quadra chuvosa, chegou ao fim com 168 milímetros acumulados, o que representa quase 71,4% acima da normal climatológica.

Com 44% da capacidade total, o açude Carlos Roberto Costa “Trussu”, reservatório que abastece a cidade, atingiu o maior nível em 8 anos.