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Câmara expõe fissuras na base e impõe derrota simbólica ao prefeito Roberto Filho na reabertura dos trabalhos

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A reabertura do ano legislativo em Iguatu revelou uma mudança significativa na correlação de forças da Câmara Municipal e resultou em uma derrota simbólica para o prefeito Roberto Filho, que acompanhou a sessão presencialmente. Logo no primeiro encontro parlamentar de 2026, ficaram evidentes fissuras na base governista e o desgaste da relação entre o Executivo e parte do Legislativo.

Após alterações no posicionamento de vereadores durante o recesso, o plenário foi marcado por tensão, discursos duros e sinais claros de que a base aliada já não opera com a mesma coesão de antes.

Wellington Uchoa cobra humildade e anuncia rompimento

Um dos momentos mais contundentes da sessão foi protagonizado pelo vereador Wellington Uchoa. Em discurso direto, na presença do prefeito, o parlamentar cobrou que Roberto Filho “desça do salto” e adote uma postura de maior humildade no trato com o Legislativo.

Wellington afirmou que, ao longo de quatro meses, não teve sequer uma ligação atendida pelo chefe do Executivo. Segundo ele, faltou “hombridade” para manter um diálogo institucional mínimo. O vereador declarou ainda arrependimento por ter defendido a gestão ao longo de 2025, sinalizando de forma explícita um rompimento político.

A fala foi interpretada como um recado não apenas ao prefeito, mas também à base governista, indicando que a blindagem política da gestão chegou ao limite.

Pablo Neves critica propaganda oficial e fala em “estelionato eleitoral”

Outro discurso de forte repercussão foi o do vereador Pablo Neves. Em tom crítico, afirmou que “seria bom morar na propaganda do Iguatu”, numa referência às peças institucionais divulgadas pela Prefeitura.

O parlamentar também repreendeu publicamente a secretária municipal após declarações consideradas ofensivas a mães que madrugam em busca de vagas nas escolas. Para Pablo, a realidade enfrentada pela população não pode ser tratada com desdém.

Ele ainda apontou a falta de políticas efetivas para o esporte e a juventude, classificou o cenário pós-eleições de 2024 como um “estelionato eleitoral” e afirmou que vereadores vêm sendo perseguidos e humilhados pela postura do prefeito.

Encerrando sua fala, saiu em defesa do reajuste do magistério e criticou a ausência de diálogo com a categoria, apontando que essa postura fragilizou a tentativa de colocar o projeto em pauta nos moldes apresentados.

Votação sinaliza instabilidade na base

Chamaram atenção os votos favoráveis à apresentação do projeto por parte dos vereadores Joaquim Ribeiro e Pedro Uchoa, nomes que não integram o núcleo tradicional da base governista. O gesto foi interpretado nos bastidores como um sinal de advertência ao grupo político ligado ao deputado Agenor Neto.

Plenário esvaziado e sessão encerrada por falta de quórum

Ao final da sessão, vereadores da oposição deixaram o plenário, inviabilizando a continuidade dos trabalhos por falta de quórum. O desfecho confirmou o clima de instabilidade que já vinha sendo sinalizado nos últimos dias.

Procurado após a sessão, o prefeito Roberto Filho minimizou o episódio e afirmou que o ocorrido faz parte do jogo democrático. Segundo ele, a gestão não irá ceder a pressões nem a chantagens políticas. O prefeito declarou ainda que, apesar do ambiente de tensão no Legislativo, o foco da administração seguirá sendo atender cada vez melhor a população de Iguatu, com prioridade para a continuidade dos serviços públicos e das ações do governo municipal.

A sessão inaugural deixou claro que o Executivo enfrentará dificuldades crescentes caso mantenha uma postura de confronto ou distanciamento institucional. Em política municipal, a ausência de diálogo costuma ter custo imediato.

O recado do plenário foi direto: a relação entre Executivo e Legislativo entrou em uma nova fase — mais tensa, menos previsível e politicamente decisiva.

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