Policial
Acopiara: Julgamento de Crime Brutal Acontecerá na Segunda-feira, 21 de Outubro
O julgamento de Leonardo Talassa Pinheiro, acusado de cometer homicídio, está marcado para a próxima segunda-feira, 21 de outubro, na Comarca de Acopiara. O caso abalou a cidade pelo brutal assassinato de Isval Francisco da Costa Júnior, ocorrido em abril de 2023, em um bar local, onde o acusado disparou várias vezes contra a vítima.
O julgamento de Leonardo Talassa Pinheiro, acusado de cometer homicídio, está marcado para a próxima segunda-feira, 21 de outubro, na Comarca de Acopiara. O caso abalou a cidade pelo brutal assassinato de Isval Francisco da Costa Júnior, ocorrido em abril de 2023, em um bar local, onde o acusado disparou várias vezes contra a vítima, atingindo-a pelas costas em várias partes do corpo e na cabeça, levando à sua morte imediata.
A vítima, Isval Francisco, deixa uma esposa e dois filhos com síndrome do espectro autista, sendo uma adolescente de 14 anos que, além de sua condição, enfrenta também dificuldades de locomoção. O crime não apenas impactou profundamente a comunidade, mas também trouxe à tona detalhes de suposto ódio premeditado e fuga planejada por parte do réu.
De acordo com a denúncia, Leonardo Talassa, em virtude de desavenças políticas anteriores com a vítima, culminando no assassinato de Isval conhecido na comunidade como ‘Júnior Gordim’.
Réu confesso
Na noite do crime, ele chegou ao bar “Boteco do Gaguinho”, na Vila São Paulino, e surpreendeu a vítima pelas costas enquanto conversava, disparando sem chances de defesa. Além disso, o réu também feriu Israel Pereira Leite, outra pessoa presente no local, atingindo-o no pé direito.
Leonardo, que confessou o crime, será julgado pelos supostos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma. Advogados de acusação enfatizam a gravidade do ato, destacando o motivo fútil e a premeditação, e aguarda que a justiça seja feita para amenizar a dor da família e da comunidade de Acopiara, que ainda está em choque com o ocorrido.
A imprensa fala de 5 disparos de arma de fogo, mas há relatos de mais de 8 disparos. A maioria acertando a vítima e um que baleou o pé de Israel que estava de pé ao lado de ‘Júnior Gordim’.
A Defesa alega legítima defesa e nega premeditação
O assassinato de Isval Francisco da Costa Júnior, ocorrido em 28 de abril de 2023, no bar ‘Boteco do Gaguinho’, em Acopiara, tem uma versão diferente. A defesa de Leonardo Talassa discorda em relação à acusação de homicídio qualificado e lesão corporal.
Segundo a defesa, Talassa supostamente agiu em legítima defesa após sofrer perseguições e ameaças constantes por parte da vítima. De acordo com os advogados, no dia do incidente, Leonardo estaria no local tomando cerveja quando Isval teria entrado no bar acompanhado de outra pessoa, fazendo gestos de quem poderia estar armado, como levantar a camisa. Diante da suposta intimidação, Leonardo agiu em reação a uma possível agressão iminente, disparando contra a vítima para proteger sua própria vida.
Além disso, os advogados argumentam que o número de disparos relatado pelas testemunhas diverge dos fatos, uma vez que a arma usada por Leonardo não teria capacidade para efetuar 14 disparos sem recarga. O acusado também não teria a intenção de atingir Israel Pereira Leite, que foi ferido de forma acidental no pé durante a confusão.
A defesa ainda sustenta que Leonardo Talassa não premeditou o crime, enfatizando que, se houvesse essa intenção, ele não teria cometido o ato em um local público, na frente de várias pessoas. A defesa solicita a reclassificação do crime para lesão corporal culposa e pede o afastamento da qualificadora de motivo fútil, argumentando que o réu agiu sob o efeito de uma situação de ameaça e medo. Já a acusação defende que todas as qualificadoras como motivo fútil e sem chance de defesa, por exemplo, sejam acatadas com a consequente aplicação da pena máxima para o assassinato.
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