Brasil
Acidentes com escorpiões somam mais de 202 mil notificações em 2023
A jornalista Ariane Póvoa viveu um dos maiores temores de uma mãe de criança pequena ao descobrir que sua filha Amanda, de 1 ano e 4 meses, foi picada por um escorpião enquanto ainda estava no berço. Amanda acordou chorando intensamente, e inicialmente Ariane pensou que fosse um dente nascendo. Ao notar que a filha apontava para o braço e dizia “dodói”, Ariane encontrou o escorpião ao arrumar o berço.
Amanda foi levada ao hospital, onde, felizmente, foi diagnosticada com um quadro leve de envenenamento. Ela passou por observação e teve alta no mesmo dia, sem apresentar sintomas graves como náusea, vômito ou sudorese, mas ainda teve febre nas horas seguintes. Casos como o de Amanda estão se tornando cada vez mais comuns no Brasil.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2023 foram registradas mais de 202 mil notificações de acidentes com escorpiões, o maior número já registrado. Este número representa um aumento de 20.243 em relação ao ano anterior. O número de mortes também subiu, passando de 92 em 2022 para 134 em 2023, superando as mortes por picadas de serpentes, que totalizaram 133.
Esses acidentes são mais frequentes em zonas urbanas e afetam principalmente pessoas na faixa etária de 20 a 29 anos. O escorpião-amarelo e o escorpião-marrom são algumas das espécies mais perigosas no Brasil. As picadas geralmente ocorrem nos pés, mãos e pernas, causando dor intensa, inchaço e, em alguns casos, necrose.
A letalidade aumenta com a demora no atendimento médico. Em pacientes atendidos entre uma e 12 horas após a picada, a taxa de letalidade é abaixo de 10%, enquanto em pacientes atendidos após 24 horas, a taxa aumenta para quase 40%.
O Instituto Butantan explica que escorpiões podem parecer fluorescentes sob luz ultravioleta devido a substâncias presentes em sua cutícula. Eles picam com a cauda, que contém o veneno, enquanto as pinças são usadas para capturar presas e no acasalamento. Algumas espécies têm a capacidade de se desprender da cauda para escapar de predadores, um fenômeno de automutilação que, eventualmente, leva à morte do animal devido à acumulação de fezes.
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