Mundo
Nem a Antártida conseguiu ficar blindada ao novo coronavírus
Nem a Antártida escapou à pandemia do novo coronavírus. Vimos a evolução da Covid-19, que rompeu as fronteiras da China e se disseminou por todo o Planeta. O continente gelado era o único livre da doença, o que alimentava nossa esperança de que há um lugar no mundo, distante e inóspito, em que a ameaça invísivel não alcançava. Essa ilusão acabou hoje. O jornal americano The New York Times publica, nesta terça-feira, que 36 pessoas em uma base científica do Chile na Antártida testaram positivo, depois de 11 meses sem nenhum registro de caso da doença.
O vírus foi detectado em 26 militares chilenos e 10 funcionários de manutenção na base General Bernardo O’Higgins Riquelme. Alguns apresentaram sintomas da Covid-19, fizeram o teste de detecção e tiveram o diagnóstico positivo.
Os primeiros infectados da Antártida estão entre um grupo de 60 pessoas que foram obrigadas a deixar a base e seguir para a famosa cidade chilena de Punta Arenas, a fim de ficarem em isolamento. Em 2005, conheci essa cidade na Patagônia, que foi muito importante na colonização do sul do Chile devido à riqueza dos “Barões da Lã”, que desenvolveram a região com a criação de ovelhas. Para os turistas, Punta Arenas também é famosa por abrigar pinguineiras, onde os visitantes podem entrar admirar os pinguins, símbolos da Antártida.
A tripulação da base chilena chegou a Punta Arenas no último fim de semana e, desde então, está isolada, segundo o NYT, citando o portal chileno 24horas. Três casos foram encontrados em mebros da Marinha chilena que retornaram do continente, segundo o jornal “La Prensa Austral”, de Punta Arenas.
Mas como o vírus chegou ao continente gelado? Há relatos de casos de doentes entre os passageiros que teriam desembarcado nos portos de Punta Arenas e Talcahuano. Eles estavam no navio Sargento Aldea, da Marinha Chilena, que viajou por uma área próximo à estação O’Higgins.
Os primeiros casos de Covid-19 na Antártida aumentam o temor de que outras estações na região sejam atingidas pelo coronavírus. O programa americano de estações no continente já informou que vai continuar com a proibição de aceitar turistas nas estações americanas nem de trocar pessoal, abrindo o risco de importação do vírus.
Desde o início da pandemia, o turismo na Antártida diminuiu bastante. Teme-se um impacto negativo no continente, diante das limitações da infraestrutura de saúde e da vulnerabilidade de seu ambiente. Para quem sonha conhecer a Antártida, a notícia é um banho de água fria. Geralmente, o melhor período para viajar pelo continente gelado começa neste mês, devido ao início do verão no Hemisfério Sul, quando os navios, que partem da cidade argentina de Ushuaia, na região da Patagônia conhecida como Terra do Fogo, conseguem driblar os blocos de gelo e navegar pelos mares da Antártida.
Há 66 bases científicas na Antártida – algumas fecham durante o inverno. Estima-se que o continente seja ocupado por cerca de 4.400 pessoas no período do verão.
Fonte: Diário do Nordeste
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