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Passeio mostra que Trump não aprendeu com a Covid
Num dos vídeos gravados do hospital militar Walter Reed, o presidente Donald Trump assegura aos americanos que, em três dias de internação, aprendeu muito sobre a Covid-19 “indo para a escola”. Dez minutos depois, contudo, fez exatamente o contrário do que é exigido de qualquer paciente infectado pelo novo coronavírus.
O presidente deixou o isolamento e, protegido apenas com uma máscara de pano, entrou num carro, com vidros fechados, acompanhado de pelo menos dois agentes do serviço secreto. Em comboio pelos arredores do hospital, acenou aos partidários eufóricos, que, por sua vez, pediam que ele fique mais oito anos no cargo.
Embora a pandemia castigue severamente o país e também ameace a sua reeleição, o presidente demonstrou, mais uma vez, que não a leva a sério. Tampouco aprendeu com ela. O passeio revoltou especialistas em doenças infecciosas de hospitais e universidades prestigiadas, que transmitiam mensagens semelhantes: Trump expôs mais funcionários ao risco apenas para fazer teatro político.
A cena coroou um fim de semana com sinais contraditórios e pouco transparentes entre a equipe médica que o atende e os assessores da Casa Branca. A ciência e a política se mostravam, novamente, inconciliáveis.
No domingo, pouco antes da voltinha de carro, o país foi finalmente informado pelos médicos que assistem o presidente de que ele precisou de oxigênio em pelo menos duas ocasiões desde o teste positivo para a doença.
Mas boa parte do real estado de saúde de Trump ainda é envolta em mistério. Ele dá um passeio fora do hospital enquanto é submetido a diferentes coquetéis de medicamentos, administrados, sobretudo, a pacientes em estado grave.
Os médicos deixaram escapar no sábado que ele teria sido diagnosticado um dia antes do que os americanos souberam. A informação foi confirmada pelo jornal “The Wall Street Journal”, o que teria dado tempo ao presidente para cumprir mais compromissos na quinta-feira e, consequentemente, contaminar outras pessoas.
Esse, aliás, é outro ponto obscuro: quantos funcionários no entorno de Trump foram infectados até agora? A secretária de Imprensa, Kayleigh McEnany, negou-se a esclarecer, alegando preocupações com a privacidade dos contaminados.
Nos últimos anos, informações sobre a saúde do presidente foram escamoteadas da população americana, assim como as suas declarações de renda. A falta de transparência, no entanto, é claramente percebida pelo público. Uma pesquisa Reuters/Ipsos indicou que 65% acreditam que ele não teria se infectado se levasse o vírus mais a sério.
Ao contrário dos 7,5 milhões de americanos que já foram infectados pelo novo coronavírus, Trump burla a quarentena obrigatória. A 28 dias das eleições, ainda precisa exibir aos simpatizantes domínio sobre a pandemia e demonstrar que ainda não foi politicamente nocauteado por ela.
Fonte: G1
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