Policial
Após homofobia contra comissários, passageiro de voo para Fortaleza é retirado do avião pela PF
Um voo com destino a Fortaleza, saindo de Guarulhos/SP, sofreu um atraso no seu itinerário por causa de um caso de homofobia contra dois comissários de bordo. Os funcionários sofreram ofensas diante de suas respectivas sexualidades por um homem que iria desembarcar na Capital ao pedir que este colocasse a poltrona para a posição regular, como forma de atender aos protocolos de segurança de qualquer viagem aérea. Homofobia é considerado como crime de racismo no Brasil há cerca de um ano.
Caso ocorreu durante a preparação de decolagem do voo LA3333, na manhã dessa segunda-feira, 14, e tem repercutido nas redes sociais. A equipe da companhia aérea Latam, responsável pelo voo, acionou a unidade da Polícia Federal ainda no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para remover o passageiro da aeronave e então seguir viagem.
Em nota publicada do Twitter pela companhia, a empresa afirma, em resposta às cobranças de um posicionamento, que solicitou a remoção do passageiro em questão por “comportamento indisciplinado”.
A empresa pontuou ainda que segue rigorosamente todos os protocolos de segurança estipulados nacional e internacionalmente e que não abre margens para exceções. “Repudiamos veementemente qualquer tipo de ofensa e qualquer opinião que contrarie o respeito não reflete os valores e os princípios da empresa”, completou.
OFENSAS
A confusão teria iniciado após um comissário pedir ao passageiro que este colocasse sua poltrona na posição regular para sua maior segurança no momento da decolagem e em respeito às normas de segurança dos voos. O passageiro em questão estaria dormindo no momento em que foi abordado pelo funcionário da Latam e teria se recusado a atender o pedido e chamado o comissário de “viadinho de merda”.
Diante da resistência do passageiro, o líder dos comissários do voo foi chamado para tentar dialogar, esclarecer a situação das ofensas e pedir novamente que o homem respeitasse as determinações de segurança para que então o voo pudesse decolar e iniciar a viagem. Com o novo pedido, o passageiro teria iniciado uma nova série de xingamentos de teor homofóbico contra os dois profissionais.
As informações foram extraídas de relatos de pessoas próximas às vítimas publicados nas redes sociais, mostrando indignação com a situação e pedindo um posicionamento da Latam.
Fonte: O Povo
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