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Terrorista mata 15 e fere 50 em ataque
[caption id="attachment_9292" align="alignleft" width="500"]A explosão ocorreu no segundo piso do edifício da Estação Volgograd-1 e os explosivos foram detonados defronte a um detector de metais (Foto:Reuters)[/caption]Na região, é comum o uso de mulheres suicidas em vingança pela morte de membros de suas famílias
A explosão ocorreu no segundo piso do edifício da Estação Volgograd-1 e os explosivos foram detonados defronte a um detector de metais (Foto:Reuters)
Rússia. Uma terrorista suicida matou 15 pessoas e feriu ao menos 50 numa estação de trem em Volgogrado ontem, segundo os meios de comunicação locais. Segundo o governo russo, a responsável seria uma mulher. No entanto, outros relatos dizem que poderia ser na verdade um homem que se disfarçou de mulher. Foi o segundo ataque no sul da Rússia em três dias e a mais letal explosão do gênero na região em quase três anos. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.
O presidente Vladimir Putin ordenou que as agências de segurança tomem todas as medidas necessárias para evitar novas explosões. Em menos de um mês e meio, a Rússia deve receber os Jogos Olímpicos de Inverno, na cidade de Sochi, a 690 km de Volgogrado.
A terrorista – uma “viúva-negra”, como são conhecidas na região – detonou seus explosivos defronte a um detector de metais logo após a entrada principal da estação de trem, segundo o comitê investigativo federal.
A explosão estilhaçou as janelas dos andares inferiores do imponente prédio da estação. Em 21 de outubro, outra “viúva-negra” matou sete pessoas em Volgogrado. Na última sexta-feira, um carro-bomba matou três pessoas na cidade de Pyatigorsk, a 270 km de Sochi.
O ataque foi registrado por volta das 12h45 locais (06h45 de Brasília), quando a estação estava lotada devido às festas de ano-novo. A polícia procurou dispersar os passantes para evitar novas vítimas em uma possível segunda explosão – tática comumente usada por extremistas para maximizar as vítimas. Volgogrado é uma cidade de cerca de 1 milhão de habitantes, a 690 km de Sochi, onde a partir do dia 7 de fevereiro ocorrem os Jogos Olímpicos de Inverno.
A região está próxima ao Norte do Cáucaso, uma faixa de províncias de prevalência muçulmana que sofre violência quase diária por parte de uma antiga insurgência islamita. O líder insurgente checheno Doku Umarov, num vídeo postado na internet em julho, instou os militantes a usar “força máxima” para impedir o presidente Vladimir Putin de realizar os jogos, uma ambição política que já o levou a libertar presos políticos e endurecer leis antiterroristas nas últimas semanas.
Suicidas
No Norte do Cáucaso, é comum o uso de mulheres suicidas, que cometem atos contra civis em vingança pela morte de membros de suas famílias em confrontos. Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas durante ataque suicida em uma estação de comboios de Volgograd.
Um funcionário do Comitê Nacional Antiterrorismo disse à agência de notícias RIA Novosti que a explosão foi provocada por uma mulher-bomba. Segundo as primeiras informações, a explosão ocorreu no segundo piso do edifício da Estação Volgograd-1. A cidade de Volgograd, antiga Estalinegrado, foi cenário em outubro do atentado mais grave ocorrido na Rússia nos últimos anos, quando um terrorista suicida matou seis pessoas.
Fonte: Diário do Nordeste
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