Regional
Moradores destroem sede da Cagece em Lavras
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Em clima de revolta, os manifestantes destruíram a grade na entrada do prédio e invadiram o escritório, quebrando portas, janelas, divisórias, lâmpadas e computadores. Somente após isto, a Polícia Civil conteve a violência FOTO: EDILEUDO LOPES[/caption]Mais de 500 moradores desta cidade, na região Centro-Sul do Ceará, realizaram na manhã de ontem protesto em frente à unidade de atendimento da Cagece no Centro. Revoltada, a população quebrou grades de segurança, invadiu o prédio destruindo todo o escritório. Os protestos registrados nas capitais chegam ao Interior do Ceará.

Em clima de revolta, os manifestantes destruíram a grade na entrada do prédio e invadiram o escritório, quebrando portas, janelas, divisórias, lâmpadas e computadores. Somente após isto, a Polícia Civil conteve a violência FOTO: EDILEUDO LOPES
O protesto começou pacífico por volta das 9 horas da manhã e se estendeu até as 11 horas. Após a chegada dos primeiros manifestantes, outros foram se juntando ao grupo e logo o ato reuniu mais de 500 moradores. O clima tornou-se tenso. Alguns moradores começaram a jogar pedras contra a unidade e usaram bombas e rojões de festas juninas.
Os manifestantes, revoltados com a constante falta de água e cobrança mensal dos boletos de conta de consumo, praticaram um ato de vandalismo e destruíram todo o escritório. Quebraram inicialmente a grade de ferro de proteção do imóvel e em seguida houve invasão do escritório de atendimento aos clientes. Porta, janela, divisórias, mesas, cadeiras, computadores, telefone, lâmpadas, parte do forro, material de escritório foram destruídos. Duas pessoas chegaram a ser detidas por portarem bombas juninas, mas foram liberadas ainda na manhã de ontem.
O delgado de Polícia Civil de Lavras da Mangabeira, Alexandre Saunders, confirmou a destruição total da unidade da Cagece e pessoalmente tentou acalmar a população. Com ajuda de policiais militares, conseguiu isolar a área. “Quando cheguei ao local, já estava tudo destruído”, contou. “Conversei com algumas pessoas e pedi calma, mas a revolta era geral”.
Investigação
A delegacia de Polícia Civil de Lavras da Mangabeira vai abrir inquérito policial para apurar crime de dano ao patrimônio público. “A unidade não dispõe de câmara de segurança”, observou o delegado. “Haverá dificuldades de identificar os autores do quebra-quebra”. Entre os manifestantes, havia aqueles que apenas protestavam e muitos curiosos, além dos que invadiram e destruíram o prédio.
Na cidade, o clima é de revolta e de tensão em decorrência da falta de água há mais de duas semanas, em alguns bairros. “Os moradores contaram que falta água em algumas áreas há mais de um mês e que mesmo assim os boletos de cobrança chegam à casa dos consumidores, e com aumento na tarifa”, relatou o delegado municipal, Alexandre Saunders. O destacamento da Polícia Militar de Lavras da Mangabeira pediu reforços à Companhia de Várzea Alegre e à unidade de Cedro. Por volta das 11 horas, os manifestantes deixaram o local.
Sobre a falta de água no município de Lavras da Mangabeira, a Cagece informou que o desabastecimento é ocasionada pelo rompimento frequente da adutora responsável por fazer a captação da água para distribuição no município.
Neste domingo, foi detectado um novo vazamento e que os operários da empresa estão realizando o reparo, cuja conclusão estava prevista ainda para ontem. Para solucionar o problema, a Cagece realizou com mão-de-obra própria a substituição de parte da adutora por uma mais nova.
Licitação
A Companhia explica que, para a substituição do trecho restante, é necessária a contratação de uma empresa para realização do serviço. Uma primeira licitação foi realizada, mas a empresa não apresentou condições para a realização da obra. Dessa forma, a Cagece vai fazer uma nova licitação para fazer a substituição da adutora antiga.
A Cagece informou que realiza manutenções preventivas com a finalidade de diminuir a incidência dos rompimentos. Sobre a manifestação de ontem, a Cagece vai registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil acerca do problema e até o fechamento desta edição, a empresa ainda estava fazendo o levantamento do prejuízo.
Fonte: Diario do Nordeste
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