Mundo
Portugal: solidariedade combate fome e evita desperdício
[caption id="attachment_5617" align="alignleft" width="600"]
(Foto:Divulgação)[/caption]Além de evitar a perda de alimentos que seriam jogados fora, a mobilização social para levar comida a quem tem fome em Portugal aproveita a capacidade de trabalho dos voluntários.
(Foto:Divulgação)
“Essa gente ficar em casa sem ajudar também seria um desperdício”, avalia Ana Vara, da Comissão de Distribuição do Banco Alimentar de Lisboa.
Esse é o caso da aposentada Maria Guilhermina Vaz Pinto Moreira, que trabalha na Conferência Nossa Senhora das Graças, em São João do Estoril (Grande Lisboa). “Há uma grande crise, mas há realmente uma grande solidariedade. Nunca houve tanta gente voluntária para trabalhar, nunca houve tanta gente distribuindo comida na rua, à noite, aos sem abrigo. Sempre houve o porta a porta, agora as pessoas vão ter com eles”, assinala Maria Guilhermina que há mais de 20 anos faz trabalho voluntário.
Para Ana Vara, a atuação de pequenas instituições, entre elas algumas paróquias como a de São João do Estoril, é eficiente e permite maior humanização no atendimento porque os voluntários conhecem as famílias e distribuem os gêneros conforme a necessidade.
“Não se resolve o problema, não vamos ter ilusões, mas ajuda. Não estamos aqui para resolver o problema de todos, estamos aqui para diminuir um pouco as dificuldades de cada um”, diz Maria Guilhermina que, além de cuidar do cadastro sigiloso das pessoas atendidas, participa de visitas a quem não pode buscar os alimentos.
“Nós ajudamos 165 famílias, um total de 384 pessoas (dessas, 70 são crianças). Para 22 famílias, levamos a comida em casa”, conta, referindo-se a pessoas idosas, com saúde frágil, e solitárias. “A solidão é tal e qual a fome”, pondera Maria Guilhermina, ao salientar um problema comum de quem precisa das doações de alimento.
De acordo com levantamento feito pela Universidade Católica Portuguesa e publicado em maio passado, 72% das pessoas atendidas pelas doações dos banco alimentares em todo o país dizem se “sentir só”. A maior parte das pessoas apoiadas é formada por mulheres (73%) com idade média de 51 anos e baixa escolaridade (estudou até o 4º ano do ensino fundamental).
Há estrangeiros (inclusive brasileiros) recebendo cestas de alimentos, mas nove de cada dez beneficiários são portugueses. Cerca de um terço diz estar desempregado e 27% são aposentados. Dezessete por cento das pessoas que recebem ajuda dizem “nunca ter sido pobres”.
Fonte: Agência Brasil
-
Ceará3 dias atrásZenir recusou propostas de compra de Magazine Luiza e Casas Bahia, afirma direção
-
Ceará12 horas atrásEleitor discute com presidente de seção e danifica urna eletrônica durante votação em Fortaleza
-
Brasil2 dias atrásFelca se pronuncia após críticas por vídeo sobre fobia social e bullying
-
Brasil2 dias atrásEntidades orientam trabalhadoras domésticas a denunciar assédio eleitoral antes do segundo turno
-
Brasil2 dias atrásFelipe Neto se casa com Juliane Carvalho em cerimônia intimista no Rio de Janeiro
-
Ceará3 dias atrásVenda de bebidas alcoólicas será liberada no Ceará durante o segundo turno das eleições
-
Ceará3 dias atrásGalpões logísticos no Ceará têm 99% de ocupação e espaço disponível cai para 0,81%
-
Brasil11 horas atrásMais de 1 milhão de eleitores justificaram ausência no segundo turno até as 9h, informa TSE
