Ceará
Emissão de gases tem número recorde no Ceará em 2013
A quantidade de gases causadores do efeito estufa teve produção alta em 2013, no Ceará. O índice de poluentes lançados foi o maior desde 2004. Estado foi o quarto emissor de poluentes na região Nordeste
A quantidade de gases causadores do efeito estufa teve produção alta em 2013, no Ceará. O índice de poluentes lançados foi o maior desde 2004. Estado foi o quarto emissor de poluentes na região Nordeste
As emissões de gases causadores do efeito estufa atingiram o maior índice, desde 2004, no Ceará. Foram 22.043.914 toneladas de CO2 equivalentes emitidas durante 2013. O Estado segue uma tendência nacional. No ano passado, o Brasil também teve crescimento na quantidade de poluentes lançados na atmosfera. Os dados foram divulgados ontem no levantamento Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg) – desenvolvido pelo Observatório do Clima (OC).
Entre as categorias analisadas pelo estudo, a geração de energia trouxe a maior quantidade de poluentes para a atmosfera cearense – 10.074.362 toneladas de CO2 equivalentes. Os outros quesitos pontuados pelo Seeg são agropecuária (5.575.082), mudança de uso da terra (3.554.140), resíduos (2.004.069) e processos industriais (654.260).
Para Rinaldo Araújo, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), existe uma heterogeneidade entre os indicadores. “Os dados apontam para uma inversão de participações. Do tipo 45% das emissões do setor de energia e somente 26% do setor agropecuário”.
O Ceará foi o quarto estado em emissão no Nordeste. Maranhão (83.184.940), Bahia (68.705.827) e Piauí (35.274.161) ficaram na frente. No País, o Estado é o 18º.
O Seeg utilizou toneladas de CO2 equivalentes como medida – nomenclatura que engloba o conjunto de gases causadores do efeito estufa. Conforme explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, substâncias como o gás metano são convertidas para Dióxido de Carbono (CO2) e é feita soma para gerar o número.
Para ele, o crescimento do desmatamento é um dos fatores de influência no crescimento. O gestor ainda afirma que, em um futuro próximo, é necessário pensar e implantar estratégias para produção de energia com baixa (ou nenhuma) poluição. “No Ceará, por exemplo, temos um potencial para energia solar alto”.
Em 2015, o Ceará deverá adquirir duas estações de monitoramento do ar. Os equipamentos, que serão implantados no Pecém, são de responsabilidade da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Segundo Lincoln Davi Mendes, gerente de Análise e Monitoramento da pasta, a região foi escolhida em virtude do desenvolvimento industrial. “Poderemos monitorar como está a emissão e como ficará com a chegada de novas empresas. Se haverá aumento da poluição ou se as indústrias vão conseguir controlar”. (Isabel Costa)
Fonte: O Povo
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