Mundo
Com alta nos preços da energia, países da Ásia começam a enfrentar crises
No Sri Lanka, as pessoas fazem filas de quilômetros para encher um tanque de combustível. Em Bangladesh, as lojas fecham às 20h. para conservar energia. Na Índia e no Paquistão, quedas de energia forçam escolas e empresas a fechar e moradores a ficar sem ar condicionado em meio a ondas de calor mortais nas quais as temperaturas chegam a 37ºC.
Estas são apenas algumas das cenas mais atraentes que acontecem na região da Ásia-Pacífico, onde vários países estão enfrentando sua pior crise de energia em anos – e lidando com o crescente descontentamento e instabilidade causados pelos aumentos no custo de vida.
No Sri Lanka e no Paquistão, a sensação de crise é palpável. A raiva pública já provocou a renúncia de uma onda de ministros em Colombo e contribuiu para a queda de Imran Khan como primeiro-ministro em Islamabad, capital paquistanesa.
No entanto, muitos suspeitam que o ajuste de contas político está apenas começando. Ambos os países foram forçados a tomar medidas desesperadas, pedindo ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e introduzindo semanas de trabalho mais curtas em um esforço para economizar energia.
Na quarta-feira (22), o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe disse que a economia do Sri Lanka havia “colapsado completamente”.
Em outras partes da região, os sinais de problemas podem ser menos óbvios, mas ainda podem ter consequências de longo alcance. Mesmo em países comparativamente ricos, como a Austrália, as preocupações econômicas estão começando a surgir à medida que os consumidores sentem o aperto das contas de energia mais altas.
Os preços no atacado de eletricidade no primeiro trimestre de 2022 aumentaram 141% em relação ao ano passado. As famílias estão sendo instadas a reduzir o uso e em 15 de junho – pela primeira vez – o governo australiano suspendeu indefinidamente o mercado nacional de eletricidade em uma tentativa de reduzir os preços, aliviar a pressão sobre a cadeia de fornecimento de energia e evitar apagões.
Mas é a experiência da Índia, onde a demanda de energia atingiu recentemente recordes, que ilustra mais claramente por que esta é uma crise global – e não regional.
Tendo sofrido interrupções generalizadas em meio a temperaturas recordes, o terceiro maior emissor de carbono do mundo anunciou em 28 de maio que a estatal Coal India importará carvão pela primeira vez desde 2015.
Fonte: CNN Brasil
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