Policial
Polícia Federal no Ceará paralisa atividades nesta sexta-feira (7)
Os policiais estariam sendo punidos pela operações anticorrupção
Os policiais estariam sendo punidos pela operações anticorrupção
Os agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal do Ceará paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira (7), das 9h às 11h, em frente ao Anexo da Polícia Federal, no Bairro de Fátima, e na Delegacia da Polícia Federal de Juazeiro do Norte, no Interior do Estado.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Ceará (Sinpof-CE), a paralisação marca o início dos protestos dos policiais federais para chamar atenção da sociedade ao “boicote” imposto pelo Governo Federal à categoria que afirma estar “amargando um congelamento salarial” há 7 anos.
Além da questão financeira, entre as principais reivindicações da categoria está o reconhecimento do nível superior no exercício das atividades dos policiais federais. De acordo com Ulisses Sampaio, assessor da presidência do Sinpof-CE, as atribuições da categoria ainda não são ideais à escolaridade exigida, o nível superior completo. “Atuamos na linha de frente e o Governo Federal nos dá um tratamento relegado a um terceiro plano, sem salário digno e sem armamento adequado”, relatou o assessor.
O presidente do Sinpof-CE, Carlos Onofre Façanha Dantas, fez duras críticas ao Governo Federal em seu discurso e confirmou mais duas paralisações ainda em fevereiro: uma no próximo dia 11 e outra no dia 25, que deve durar até 48 horas. Caso as reivindicações dos policiais federais não sejam atendidas, a categoria pretende iniciar uma greve em março. “Vamos parar totalmente”, revelou o presidente do Sinpof-CE. “Não queremos prejudicar a sociedade, mas possivelmente (a greve) vai acarretar graves consequências para a Copa do Mundo e vai refletir nas eleições presidenciais”, completou Ulisses.
O movimento, apelidado de “algemaço” contou com cerca de 100 policiais federais em Fortaleza e acontece em diversas cidades do País. As algemas dos policiais estavam penduradas em reivindicação por estarem sendo supostamente punidos “pelas operações anticorrupção que abalaram o Poder Executivo na última década”, como disse, em nota, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
Fonte: Diário do Nordeste
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