Mundo
1º tratamento desenvolvido sem testes em animais vai para aprovação nos EUA
Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, desenvolveram uma terapia promissora contra o câncer sem realizar nenhum teste em animais. Um chip que reproduz tecidos humanos ajudou o grupo de cientistas a testar novos medicamentos para combater efeitos colaterais do tratamento da doença.
O estudo usou o chip para combater lesões no fígado e no rim de pacientes com câncer que tomam certos medicamentos, como cisplatina ou ciclosporina. Com o equipamento, os cientistas adicionaram empagliflozina – substância que melhora os níveis de glicose no sangue e é usada no tratamento de diabetes tipo 2 -, simulando os efeitos combinados dessas drogas em tecidos humanos para evitar a destruição de parte dos órgãos.
O que os especialistas descobriram ao usar o chip como base para os testes é que a empagliflozina pode ser usada junto com esses medicamentos fundamentais no tratamento do câncer para limitar os danos que eles costumam causar aos seres humanos.
Aprovação do FDA
Os pesquisadores submeteram a terapia testada com o chip à aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência americana que regula o uso de medicamentos. Os resultados do estudo foram publicados na revista “Science Translational Medicine”.
“Até onde sabemos, essa é a primeira vez que uma droga está dando esse passo sem testes em animais, e a razão é que eliminamos essa necessidade usando nossa tecnologia do ‘humano em um chip’”, disse o professor Yaakov Nahmias, pesquisador responsável pelos estudos.
Nahmias espera que esse primeiro teste bem-sucedido com o chip contribua não só para excluir animais do ciclo de testes de medicamentos, mas também agilize e barateie o desenvolvimento de remédios.
“Levar um medicamento ao ponto de testes clínicos normalmente leva de quatro a seis anos, centenas de animais e custa milhões de dólares”, disse.
Agilidade nos testes
O tempo necessário para testes caiu com o uso da tecnologia. A redução na pesquisa feita em Israel sobre o impacto de medicamentos contra o câncer no rim e em outros órgãos com o uso do chip foi de oito meses.
Esse “chip” biológico possui esferóides renais humanos – uma cultura de células esféricas – e incorpora sensores para analisar o metabolismo do tecido. Com isso, é possível imitar o efeito das drogas e sua interação em órgãos humanos sem incluir nenhum ser vivo no processo de testagem.
Fonte: CNN Brasil
-
Iguatu2 semanas atrásGuarda municipal preso por homicídio segue no cargo e tem PAD prorrogado sem explicações públicas em Iguatu
-
Ceará2 semanas atrásTransnordestina realiza segunda viagem-teste com transporte de cereal entre Piauí e Ceará
-
Economia2 semanas atrásTeto do INSS é reajustado para R$ 8.475,55 e passa a valer para aposentados e pensionistas
-
Noticias1 semana atrásProcon notifica Aeroporto de Fortaleza por retirada de cadeiras para passageiros e visitantes
-
Iguatu1 semana atrásPlantão especial para o recebimento da documentação para Casamento Comunitário Civil, nesse sábado em Iguatu
-
Esportes1 semana atrásIguatu e Tirol ficam no empate sem gols no Morenão pelo Cearense
-
Brasil1 semana atrásFies abre prazo para complementação de inscrições postergadas
-
Ceará1 semana atrásEntenda como funciona a operação que evita que os rios sequem no Ceará

