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Estudo alerta para risco de desaparecimento de espécie exclusiva do Cariri cearense

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Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) alerta para o risco de desaparecimento de mais uma espécie exclusiva do Cariri cearense. O trabalho aponta que o caranguejo guajá-do-araripe, animal encontrado apenas na região, pode ser extinto nos próximos anos em razão das crescentes pressões ambientais.

Descrito pela primeira vez em 2016, no município de Barbalha, o caranguejo Kingsleya attenboroughi vive em áreas próximas a córregos e rios. A pesquisa, publicada em novembro do ano passado na revista Studies on Neotropical Fauna and Environment, detalha as características da espécie e destaca os impactos da ação humana na Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, que abrange 15 municípios do Ceará.

Segundo a professora Lucineide Lima, autora principal do estudo, os pesquisadores localizaram exemplares do guajá-do-araripe em apenas quatro dos 27 pontos analisados, evidenciando a redução da população. Entre as principais ameaças estão a poluição, o assoreamento, a canalização de córregos, a presença de lixo e a conversão de áreas naturais em pastagens, fatores que comprometem o habitat e dificultam a sobrevivência da espécie.

Além das pressões ambientais, características biológicas também agravam o risco de extinção. Diferentemente de espécies marinhas, que produzem milhões de ovos, os caranguejos de água doce têm menor taxa de reprodução. De pequeno porte — medindo entre 2,5 e 5,5 centímetros — e coloração amarronzada, o animal costuma ser confundido com aranhas caranguejeiras. De hábitos noturnos, prefere áreas altas, mais frias e com mata ciliar preservada, ambientes cada vez mais ameaçados pela degradação ambiental.

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