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Dia-a-Dia com Maria: Palco dos Radialistas
Por Maria Lopes*
Não falarei da história da locução no Brasil nesta ocasião, até porque isso demandaria meses de pesquisas, mas não poderia deixar o DIA DO RADIALISTA passar em branco.
A princípio, afirmo que o rádio, além de ter sido o primeiro dos meios de comunicação a integrar o mundo, o primeiro dos mecanismos de comunicação em massa da globalização, ainda figura como um dos canais de difusão de importância destacável.
No Brasil, tivemos e temos nossas celebridades, a começar pela maior das paixões nacionais (se não a máxima), o futebol, com o primeiro narrador em ondas de rádio, nada menos que o famosíssimo, Nicolau Tuma, o pioneiro nesse tipo de narração aqui no Brasil, que em 19 de julho de 1931 narrou pela primeira vez um jogo de futebol. Narrava com tantos detalhes e tão rápido que ganhou o apelido de “speaker metralhadora”.
Dentre os famosos, citarei alguns dos que realmente fazem reluzir nosso elenco, como Eli Correia, paulista, que está no Rádio desde 1969; Gil Gomes, outro paulista de Sorocaba, nascido e família pobre que, quando criança, vendia balas, era gago e imitava locutores, exatamente para superar sua gagueira, nisso, foi convidado a ser locutor na quermesse da igreja, oportunidade na qual descobriu sua vocação na área da comunicação, a partir de quando largou a ideia de ser médico, como desejava seu pai. Em uma dessas quermesses recebeu o convite para trabalhar na Rádio Progresso, como locutor esportivo, depois disso passou por diversas rádios da capital até chegar à Rádio Marconi (famosíssima). Em 1968 começou como repórter policial, sendo que um dos seus primeiros casos foi sobre uma agressão sexual que acontecia no edifício onde estava trabalhando, e resolveu fazer a cobertura ao vivo. Diante da hiper audiência, a Rádio Marconi investiu nesse tipo de cobertura.
Como disse, sendo vasta a matéria sobre radio locução e inumeráveis na seara, passemos aos da nossa cidade, alguns ainda no nosso meio, outros que já partiram, tais como Assis de Vasconcelos, o famoso “Vasco”; Jota Jaime, Hugo Gouveia, Marlene Teixeira, Sr. Ésio Assunção e Martinho Lutero. Outros, que estão fora das nossas rádios locais, mas que merecem ser lembrados para sempre, como João Inácio, Fran Pereira, (ainda dos tempos da Rádio Iracema de Iguatu), Assis Araújo, Weber Andrade, e os que no momento fazem o melhor jornalismo, a melhor interatividade e nos orgulham pela forma como demonstram o talento do nosso povo, excelentes na forma com que executam seus ofícios: Bêu Paulino, Fátima Sales, Leônia Teixeira, Antônio Pinheiro, Honório Barbosa, Fernandes Neto, Jeová Barros, Paulinho Neto, Iury Sarmento, Silvanir Soares, Jota Guedes e os demais que, por ora não nos ocorrem à memória mas que fazem do rádio uma alternativa de interatividade não menos digna do que outras, além de ser viável em todos os locais: no automóvel, no aparelho telefônico celular e em outras tecnologias cada vez mais simplificadas.
Parabéns a todos!
*Mariazinha é advogada e servidora do IFCE Campus Iguatu
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