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Ceará

Pesquisa da UFC identifica presença de bisfenóis em caranguejos de manguezais no Ceará

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Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) identificaram a presença de bisfenóis em caranguejos coletados em manguezais de Fortim, no litoral cearense. Os compostos são utilizados na fabricação de plásticos e papéis térmicos e são considerados potencialmente tóxicos, podendo interferir no sistema endócrino e afetar os sistemas imunológico e reprodutivo.

De acordo com o estudo, as concentrações encontradas nos crustáceos indicam a presença de poluição ambiental nos manguezais. Os pesquisadores destacam, porém, que a pesquisa não permite determinar quais seriam os efeitos do consumo desses animais contaminados sobre a saúde humana.

O professor Rivelino Cavalcante, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC) e coordenador da pesquisa, explica que o resultado reforça a necessidade de atenção ao descarte de resíduos sólidos e líquidos. Segundo ele, materiais destinados de forma inadequada, especialmente em lixões, podem representar riscos ao meio ambiente.

Os caranguejos foram utilizados como biomonitores da qualidade ambiental porque vivem em áreas de sedimento onde diversos contaminantes provenientes das atividades humanas podem se acumular. Ao todo, foram coletadas amostras de 300 animais em 17 manguezais das regiões Norte e Nordeste. Os resultados referentes a Fortim e Itapissuma, em Pernambuco, foram publicados na revista científica internacional Marine Environmental Research.

O professor Rivelino ressalta que as análises foram realizadas em caranguejos vivos e que o estudo não avaliou a quantidade de bisfenóis presente na carne após o preparo para consumo. Por isso, não é possível afirmar, com base nessa pesquisa, se a ingestão dos crustáceos contaminados representa risco direto à saúde humana. (Foto:Divulgação/UFC)

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