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Denúncias repercutidas pela Mais FM e Balaio de Gatos são confirmadas por vereadores e revelam situação ainda mais grave na Cozinha Comunitária de Iguatu

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As denúncias levadas ao público pela Mais FM e pelo programa Balaio de Gatos, a partir de relatos de fontes e da própria população, sobre problemas na Cozinha Comunitária Municipal de Iguatu, ganharam agora confirmação oficial. Fiscalização realizada pelos vereadores Joaquim Pezão e Pablo Neves comprovou que a situação é ainda mais grave do que vinha sendo denunciado.

Desde 2025, a imprensa local passou a questionar a falta de transparência na execução do programa, especialmente a inexistência de listas de beneficiários, dados sobre a quantidade de refeições distribuídas e informações claras sobre a aplicação dos recursos públicos. À época, a Prefeitura foi procurada, mas não apresentou respostas objetivas.

Requerimentos ignorados pela gestão

Ainda em 2025, vereadores de oposição apresentaram por duas vezes requerimentos formais na Câmara Municipal de Iguatu solicitando a lista de beneficiários da Cozinha Comunitária.
Apesar de os pedidos terem sido protocolados e debatidos no Legislativo, as listas nunca foram apresentadas pela gestão municipal, reforçando as suspeitas levantadas pela população e repercutidas pela imprensa.

Com a ausência reiterada de documentos básicos de controle, o foco das denúncias deixou de ser apenas a destinação das refeições e passou a questionar se o serviço estava, de fato, funcionando.

Fiscalização confirma paralisação do serviço

Nesta semana, os vereadores Joaquim Pezão e Pablo Neves estiveram no local para averiguar a situação e constataram que há mais de 40 dias não é fornecida qualquer alimentação à população, especialmente às pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Segundo os parlamentares, a interrupção ocorre desde dezembro de 2025, sem qualquer comunicado oficial informando paralisação do serviço. Durante a visita, foi verificado que existem servidores no equipamento, porém sem exercer atividades, devido à falta total de insumos e material de trabalho.

Almoxarifados fechados e ausência de insumos

Outro ponto considerado grave foi a situação do estoque. Os vereadores relataram que não tiveram acesso a dois almoxarifados onde deveriam estar os mantimentos, pois as chaves “não apareceram”. Apenas um espaço foi aberto. Na geladeira, foi encontrado apenas um pote de maionese e um de vinagre, cenário incompatível com qualquer produção regular de refeições.

Diante do quadro, a Polícia Militar foi acionada. Ao chegar ao local, a PM encontrou uma equipe da Guarda Municipal já acompanhando o procedimento.

Contraponto ao discurso oficial

A realidade constatada pelos vereadores contrasta diretamente com o pronunciamento feito pelo gestor municipal na primeira sessão da Câmara de 2026. Na ocasião, o prefeito afirmou em plenário que a Cozinha Comunitária estaria distribuindo cerca de 200 refeições diárias no município.

No entanto, nenhum documento, lista de beneficiários, relatório de produção ou qualquer outro instrumento de comprovação foi apresentado à Câmara ou divulgado publicamente para confirmar a afirmação. A ausência desses registros reforça as denúncias de falta de transparência e amplia os questionamentos sobre a real execução do programa.

População sem atendimento

As denúncias que chegaram à imprensa partem de moradores de bairros como Areia e João Paulo, além de pessoas em extrema vulnerabilidade, que relatam mais de um mês sem acesso à alimentação. De acordo com os vereadores, nem mesmo ações básicas, como a oferta de chás para pessoas doentes, foram realizadas no período.

Caso será levado aos órgãos de controle

Os vereadores Joaquim Pezão e Pablo Neves informaram que levarão o caso à Câmara Municipal e também aos órgãos de fiscalização, para que seja apurado como a verba pública destinada à Cozinha Comunitária está sendo utilizada, especialmente diante da ausência de listas de beneficiários, do descumprimento de requerimentos legislativos e da paralisação do serviço.

O episódio reforça o papel da imprensa local e dos programas jornalísticos que deram voz às denúncias da população. O que começou como alerta agora se consolida como um caso concreto de possível irregularidade administrativa, envolvendo um serviço essencial para quem mais precisa.

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