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Urano e Netuno podem não ser “gigantes de gelo”, revelam novos estudos
Urano e Netuno, tradicionalmente conhecidos como “gigantes de gelo” por conta de modelos que apontavam uma composição interna rica em misturas congeladas de água e amônia, podem estar prestes a ganhar uma nova classificação. Essa visão tem dominado o entendimento científico sobre esses planetas por décadas, influenciando teorias sobre a formação e evolução do Sistema Solar.
No entanto, uma nova pesquisa, aceita para publicação na revista *Astronomy and Astrophysics* e disponível no repositório arXiv, propõe uma mudança radical nessa perspectiva. O estudo sugere que Urano e Netuno seriam, na verdade, “gigantes rochosos”, com estruturas internas muito mais densas e sólidas do que se pensava anteriormente. Essa hipótese desafia o modelo clássico que separava os planetas gigantes entre “gasosos” e “gelados”.
Se confirmada, essa nova visão poderá transformar o entendimento da origem desses planetas e reorientar futuras missões de exploração espacial. A possível reclassificação também levanta novas perguntas sobre a dinâmica de formação planetária e a diversidade de composições possíveis em sistemas solares dentro e fora da nossa galáxia.
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