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Entre Olhares: Educação é a solução
Por incrível que pareça, mas eu acredito que o banheiro é um dos raros locais propícios à prática do filosofar. Seja a filosofia de latrina, seja o puro e verdadeiro ato filosófico. Nesta quinta feira estava eu no meu banho matinal quando iniciei este complexo ato de pensar.
Lembrei-me das diversas fobias que acometem a cultura, a inteligência (se assim posso ainda dizer) e o dia a dia dos brasileiros. Salvo engano de minha parte, se não todas, mas grande parte dessas fobias foi criminalizada pela legislação vigente.
Fobias relativas ao sexo, ao gênero, à cor, à raça, ao credo, dentre outras que certamente ainda não são do meu conhecimento estão previstas em lei e os seus praticantes podem ser presos, processados, julgados, condenados, pagar multas e indenizações ou até mesmo cumprir penas alternativas.
O que me ocorre é que essas fobias sociais são classificadas comumente como preconceito. E o que é o preconceito senão a ignorância? E esta ignorância não está atrelada somente às formas comportamentais rústicas e grosseiras. Ela é derivada da falta de conhecimento. Falta às pessoas o devido conhecimento necessário e insubstituível acerca de determinado tema, o que as faz rechaçar qualquer proximidade, refratando o seu alvo.
A rigor a instituição social responsável e apta à socialização do conhecimento chama-se ESCOLA, que por sua vez é a digna guardiã da EDUCAÇÃO. Até aqui tenho plena certeza de que não revelei nenhuma novidade. Não descobri a pólvora. Não reinventei a roda!
Fico abobalhado, estarrecido e TEMEROSO ao fazer essas elucubrações quando é notório o descaso, o descompromisso e a TEMEROSA vontade de cercear o legítimo direito desta instituição de contribuir com a “designoranciação” do povo que compõe esta pátria.
Inadmissível, inaceitável, retrógrado, desrespeitoso, abominável, hediondo e horrendo a questão das disciplinas de formação Humana não serem mais obrigatórias no currículo escolar da Educação Básica. Psicólogos, psicopedagogos, sociólogos, filósofos, antropólogos, historiadores, dentre outros, travam uma incessante batalha para fazer valer o sonho de que as disciplinas de humanas fossem ministradas por docentes habilitados em suas respectivas áreas.
Movimento sindical, movimentos sociais e eclesiais por muitos e muitos anos também travaram uma incessante luta a fim de que todas as fobias sociais fossem tratadas de forma educativa, organizada e contínua dentro das instituições de ensino. Tudo isso simplesmente foi TEMEROSAMENTE jogado na lata do lixo.
Os trágicos e drásticos resultados serão constatados num futuro bem próximo quando forem reveladas as estatísticas do avanço inexorável dos crimes perpetrados por pessoas cada vez mais ignorantes por não serem educadas no sentido de entender e se libertas de suas fobias sociais.
Foto e Texto: Colunista Lucio José de Oliveira Oliveira
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