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Cultura: Icapuí recebe festival de Teatro Popular de Bonecos
Reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil em 2015, o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste descortinará sua empanada em uma programação especial no município de Icapuí, no Litoral Leste do Ceará.
Oficina, reunião sobre a salvaguarda e apresentações artísticas com mestres bonequeiros serão ofertadas ao público nessa sexta-feira (08) e sábado (09) no III Festival Casimiro Coco do Ceará, na Praça Central Adauto Róseo.
O Festival busca promover a Salvaguarda do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, a partir da valorização, promoção e sustentabilidade desta arte manual e secular de confecção de bonecos.
A tradição deste Patrimônio Cultural está presente, hoje em Icapuí, nas mãos dos mestres Gilberto Calungueiro, Marquinhos Calungueiro e Miguel Calungueiro. Este um dos mais novos calungueiros do país, com apenas seis anos de idade, fruto do aprendizado tradicional da arte da qual a família é porta voz há mais de seis décadas.
Vindos de outras regiões do Ceará, o Festival contará com a presença de diversos bonequeiros, como os Mestres Waldick e Antônio Cigarro da cidade de Choró, Mestre Chico Bento e Henrique de Trairí, Mestre Bil Bonequeiro de Pindoretama, Mestre Cheirinho, Alonso e Fabiano do grupo Calungas do Cumbe de Aracati e Mestre Vanderlei das Laranjeiras da cidade de de Banabuiú.
O III Festival Casimiro Coco do Ceará é uma parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) com a Prefeitura Municipal de Icapuí, através da Secretaria de Cultura e Turismo.
HISTÓRIA – O Teatro de Bonecos Popular do Nordeste se tornou uma tradicional brincadeira e tem origens no hibridismo cultural, durante o período de colonização do Brasil. Conhecido como mamulengo, recebe diversas denominações: Cassimiro Coco, no Maranhão e Ceará; João Redondo e Calunga no Rio Grande do Norte; Babau na Paraíba; Mamulengo em Pernambuco.
A brincadeira tem início a partir da montagem da empanada, uma espécie de barraca. Depois disso, os brincantes se posicionam atrás e iniciam o espetáculo com os bonecos em cena e a introdução de um texto poético, a loa. Na peça, aparecem a narrativa, elementos surpresas, sugeridos, muitas vezes, pelo mestre a partir de um conhecimento prévio sobre o público, por exemplo.
Assim, ao longo do tempo tornou-se uma referência cultural que vem se atualizando, ao longo do tempo, mas que mantém relações de tradição, pertencimento e coletividade no universo cultural na qual se desenvolve.
Bruno Soares/ASCOM Icapuí e Divulgação)
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