A declaração do vereador Rômulo Fernandes (PSD), foi o centro de polêmica na sessão da Câmara dos Vereadores de Iguatu (CMI) desta terça-feira, 22. Ele se referiu aos professores como “gulosos” durante debate das pautas. Na ocasião, cerca de 10 projetos do poder executivo foram apreciados entre reforma administrativa, reajuste nos vencimentos de categorias e isenção de taxas.

Entre os projetos esteve o complemento do repasse de 10,18% do piso do magistério. A nova pauta assegura reajuste nas tabelas dos profissionais para que não exista profissional com salário abaixo do piso nacional. A categoria que se fez presente nas galerias do parlamento declarou que a pauta não foi discutida com os profissionais e protestavam pela retirada do projeto e efetivação do repasse de 33,34% conforme sugerido pelo governo federal.

Em discurso acalorado, Rômulo afirmou que os professores deram ‘mau exemplo’ ao atrapalhar o seu pronunciamento. “Vocês [professores] tem que acordar para realidade. Não vão se basear pelos vereadores de oposição que só querem atrapalhar. Os projetos votados dão benefícios para diversas categorias. O município não só tem vocês como funcionários. Vocês são muito gulosos. Tenham paciência. Vocês se acham ‘o tal‘. Não temos medo de ‘zuada’. Se viessem com educação talvez ganhassem mais coisas [benefícios]”, discursou Fernandes o parlamentar em meio a vaias.

O vereador ocupa uma cadeira na Câmara como suplente pelo partido. Até o momento ele não se posicionou após a repercussão de seu posicionamento que viralizou nas redes sociais.

Outras pautas

A câmara ainda aprovou o projeto que autoriza a abertura de crédito especial, o repasse do incentivo financeiro a Associação Comunitária dos Agentes de Saúde do Estado, referente ao programa Previne Brasil, isenção de cobrança da taxa do alvará 2022 para os profissionais autônomos que prestam serviços de taxi e mototáxi da cidade, e reajuste do subsídio dos membros titulares do Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Os profissionais agentes de trânsito da cidade também tiveram aprovada uma gratificação, bem como o reenquadramento do grupo de nível superior. Já a categoria dos eletricistas passaram por reenquadramento. Os motoristas efetivos dos ônibus do transporte escolar no município tiveram votada uma gratificação nos vencimentos.

Alvo de polêmica foi aprovado o PL que dispõe sobre a estrutura administrativa, organizacional e institucional. Na sua essência a pauta sugere uma reforma administrativa no funcionalismo.

A bancada oposicionista votou contrária a mensagem. A ala alega excesso na incorporação de cargos comissionados e impacto de mais de R$ 3mi ao ano. Já a base governista declarou que o projeto readequa cargos efetivos e eleva os vencimentos e de cargos de categorias como coordenadores efetivos de núcleos assistenciais, gestores de escolas e de PSF’s.

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