Política
“Única contribuição foi fazer dois motins”, diz Camilo sobre Capitão Wagner
O governador Camilo Santana (PT) subiu o tom contra o adversário político Capitão Wagner, deputado federal do Pros e pré-candidato ao Governo do Estado, durante evento para lançar o Programa de Prevenção e Redução da Violência (PReVio), nesta quinta-feira (10).
O petista foi questionado pelas críticas da oposição à área da segurança, principal bandeira do grupo opositor, liderado por Wagner. Camilo lamentou “não estarem ajudando a construir”. “Qual contribuição ele tem dado nessa área do Estado como parlamentar, como deputado federal?”, questionou.
Logo após entrevista da vice-governadora Izolda Cela (PDT), Camilo voltou ao assunto:
Algumas horas após a fala de Camilo, Capitão Wagner publicou nas redes sociais um comparativo do número de homicídios entre Ceará e São Paulo e, em tom de proposta de campanha, escreveu: “soluções para um Ceará sem Medo: dobrar o número de policiais nas ruas do Estado; investimento pesado em inteligência; plano de ação social nas áreas mais vulneráveis”.
Em nota, ele rebateu as críticas do governador e disse que o petista tenta “transferir uma responsabilidade que é dele”.
“Ter humildade para reconhecer que não consegue resolver um problema é muito mais honesto do que tentar transferir uma responsabilidade que é dele”, afirmou, em nota, sobre a gestão do governador na área da segurança pública.
ELEIÇÕES DE 2020
Essa não é a primeira vez que Camilo sobe o tom contra Wagner, resgatando o envolvimento do parlamentar com os motins de policiais militares no Ceará em 2011 e 2019.
Durante a campanha eleitoral pela Prefeitura de Fortaleza, Wagner disse, em entrevista ao programa PontoPoder Eleições, que não apoiou o motim que culminou para paralisação de fevereiro de 2019, tentando se distanciar dos desgastes do assunto.
“Vi hoje no DN entrevista do Capitão Wagner dizendo não ter apoiado o motim deste ano, que aterrorizou o Ceará. Não é verdade. Tanto liderou o motim de 2011, como teve participação direta nesse último motim, que teve clara motivação política, para desorganizar a segurança do Estado. Capitão Wagner participou ativamente de manifestações com encapuzados, discursou no Batalhão dos amotinados e teve seus aliados na linha de frente, todos integrantes de seu grupo político e candidatos ao seu lado. As notícias e imagens estão aí para quem quiser ver. (…)”, escreveu nas redes sociais.
Capitão Wagner, na ocasião, preferiu não prolongar a discussão. “Não vou pra um embate que não foque as soluções para os problemas de Fortaleza”, disse.
Fonte: Diário do Nordeste
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