Os indios da etnia dos Tapuias foram os primeiros habitantes da nossa região. Foto: Dança dos Indios Tapuias/ Museu da Dinamarca/ Ilustração

A partir de hoje a reportagem da Rádio Mais FM inicia uma sequência de reportagens contínuas que abordarão à cerca da história da cidade de Iguatu,  fatos curiosos, aproximação com nossa memória e nossa história, sendo assim iremos identificar personagens importantes em nossa história que hoje são apenas nomes de ruas e/ou espaços públicos, a partir do caráter educativo e cultural de nossa emissora iremos aqui preservar e salvaguardar a nossa história semanalmente, aqui na coluna de  cultura no portal Mais FM.

Você já parou pra pensar quem foi o primeiro habitante de Iguatu depois dos índios quixelôs? Observe que em nossa cultura local podemos sempre conferir  a presença da cultura indígena da cidade em nomes de localidades, o próprio nome da cidade e outros, porém não conseguimos identificar descendentes de nativos nos tempos de hoje, visto que diversas cidades cearense ainda preservam essas referências, registra se que a província do ‘Siará Grande’ foi o último estado a ser colonizado justamente devido a resistência indígena, onde foram travadas diversas guerras nas serras e em leitos dos rios, nos registros dos escritos de Pedro Theberge (Médico residente em Icó) e do filosofo e historia dor Alcântara Nogueira falam na grande devastação indígena nas guerras de grandes famílias que se acomodaram na região.

Mapa da província

Para entender melhor, os documentos registram a presença da grande diversidade indígena em Iguatu e Região que se aglomeravam próximo ao leito do Jaguaribe, lagoas e riachos nessa região que eram os legítimos donos destas paragens que deram o nome à região que compreendia o percurso do rio Jaguaribe, na sua junção com o rio Salgado foram os Quixelôs – Guerreiros nômades da etnia Tapuia, pertencentes à família ou ao grupo Tarairiú, os Quixelôs habitavam a ribeira dos Quixelôs, região extensa da qual fazia parte e hoje compreende mais ou menos Saboeiro, Arneirós, Inhamuns (Tauá), São Mateus (Jucás), e principalmente, Iguatu. As tribos que se registram por aqui além dos Quixelôs, foram aldeados na Missão, parte de outros indígenas, como os Quixariús, Quixerariús ou Quixetéus. Em 1727, agruparam-se a estes, os terríveis Jucás e mais, os Cariús e os Candandus.

Os fatos históricos comprovam o quadro social acima aludido, porque no período de mais d e um século de colonização se verificaram lutas cruentas entre o habitante índio e o desbravador e povoador branco, e depois, nos séculos seguintes, com a conquista definitiva da terram passou os seus moradores ou naturais a reagir de todas as formas contra as exigências e exploração da metrópole, inclusive apoiando ou tomando parte em movimentos e rebeldias.

Desde os primórdios da colonização foram constantes os choques entre os indígenas e os colonizadores, ou entre tribos que se aliavam aos brancos contra outros brancos ou outras tribos, que se registra a grande dizimação dos índios Quixelôs na fazenda de São Mateus (Jucás) e que os autores de tal fato foram os índios Jucás, aliados da família Feitoza.

Fazenda de criar do Século XVIII.
Foto: Ilustração

O primeiro registro de habitação do colono se dá no ano de por cerca do ano de 1681 onde o Sargento – Mor João de Souza de Vasconcelos faz pedidos de datas de sesmarias alegando que possuía duas ou três mil cabeças de gado e não dispunha de terra bastante para criar na região do sítio Intans e região de Cajazeiras de baixo (Atual Bairro Cajazeiras). O próximo registro de solicitação de terra foi na lagoa do Iguatu no ano de 1720 na região por nome de quixahuhâ (Atual Quixoá).

Concluímos que as primeira fazendas de criar após a devastação indígena se dá nessas comunidades, ao longo da formação da civilização iguatuense iremos conferir os estágios de evoluções até chegar a cidade que atualmente conhecemos, acompanhe nossa sequência de reportagens especiais um  pouco de história.

Fonte: Iguatu Memória Sócio – Histórico – Econômica de Alcântara Nogueira 2ª Edição revisada e ampliada – Fortaleza 1985.

 

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