Até 1991, a Ucrânia era uma das 15 repúblicas que formavam a União Soviética (URSS). Com o colapso da URSS, em agosto daquele ano, a Ucrânia tornou-se uma nação independente e estabeleceu laços mais próximos com as potências ocidentais, o que incomodou a Rússia.

Desde então, Kiev tenta controlar seu destino, muitas vezes sem sucesso, sob a sombra de seu maior e mais poderoso vizinho.

Segundo maior país da Europa, atrás apenas da Rússia, a Ucrânia é uma terra de amplas e férteis planícies usadas para agricultura, com grandes centros de indústria pesada em sua parte leste.

Embora Ucrânia e Rússia tenham origens históricas comuns, a parte ocidental possui laços mais próximos com seus vizinhos europeus, particularmente a Polônia. Nessa parte do país, há um forte sentimento nacionalista.

Uma minoria significativa da população tem o russo como sua primeira língua, particularmente nas cidades e no leste industrializado.

A relação de Kiev com Moscou influenciou a política interna ucraniana desde o início do século 21. No final de 2004, após protestos contra irregularidades na eleição presidencial vencida por Viktor Yanukovich, próximo ao Kremlin., o pleito foi anulado.

Numa nova votação, o oposicionista Viktor Yushchenko sagrou-se vencedor, no processo que ficou conhecido como Revolução Laranja.

Anos depois, uma nova revolução levaria o país a mais uma vez confrontar a interferência russa. Viktor Yanukovich voltou ao poder em 2010, quando foi eleito presidente, após o grupo que nasceu da Revolução Laranja ter sido abalado por disputas internas e denúncias de corrupção.

No final de 2013, Yanukovich rejeitou um acordo de associação com a União Europeia e tentou reaproximar o país de Moscou.

A medida levou a enormes protestos de rua que envolveram choques violentos com as forças de segurança. Yanukovich deixou Kiev e exilou-se na Rússia.

A crise levou à invasão da região da Crimeia pela Rússia, que anexou o território, alegando laços históricos. Rebeldes apoiados por Moscou declararam a independência das províncias de Donetsk e Luhansk, no leste da Ucrânia, conhecidas conjuntamente com a região de Donbas, o que não foi reconhecido pela comunidade internacional.

A tensão com Moscou e o conflito no leste ucraniano continuaram, até que em 2021 a Rússia parecia estar prestes a invadir a Ucrânia, com grande poderio militar estacionado próximo à fronteira. O presidente russo, Vladimir Putin, exigia um compromisso da Otan, a aliança militar ocidental, de que a Ucrânia nunca se tornaria membro da organização, o que foi rejeitado pela aliança.

A história ucraniana, que inclui a maior tragédia nuclear do planeta, ocorrida em 1986 em Chernobyl, também reúne eras de glória, que geraram marcos arquitetônicos em suas cidades. Kiev é reconhecida por sua bela paisagem urbana, marcada pelos domos de suas igrejas históricas – o berço da nação está associado ao crescimento do cristianismo ortodoxo no Oriente.

No século 21, a Ucrânia ganhou destaque em algumas modalidades esportivas, como futebol e tênis.

Fonte: BBC News

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