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As terras que hoje correspondem à cidade de Iguatu no início do século XVIII correspondiam a uma área bastante disputada entre os sesmeiros que as solicitavam à Coroa em virtude da grande quantidade de fontes d’água – raras no interior do sertão bravio – presentes nas margens do Rio Jaguaribe, bem como dos seus afluentes que cortam as terras de Iguatu, o Trussu e o Faé, além de suas muitas lagoas, entre elas a maior do Estado, a Lagoa do Iguatu, (ou Agoatú como vemos em mapas de Pedro Theberge).

Também a localidade anteriormente estava repleta de grupos de índios Tapuia, mais precisamente os Quixelôs, que constantemente pela prática de rapinagem do gado dos colonos e pelo fato de serem nômades migrando para áreas já ocupadas, constantemente entravam em luta com os colonos.

A região passou então a ser conhecida como “Telha”, na verdade a denominação vem dos próprios colonos em referencia não ao objeto telha, que se destina a cobertura das casas, ou ao fabrico destes na Lagoa que leva o nome desta, hoje no centro da cidade, mas a uma espécie de embarcação rústica em forma de cavalete que os índios se utilizavam para atravessar as lagoas, os colonos então perceberam que a embarcação se assemelhava a uma “telha” e assim passou-se a denominar o local.

*Tales Araújo Duarte é professor da Educação Básica