Na quinta-feira (29), a sonda Juno, da NASA, voou a 300 km da superfície de Europa, uma das quatro maiores luas de Júpiter (que tem, ao todo, 79 satélites naturais). Esse foi o olhar mais próximo da humanidade para o astro congelado em mais de 20 anos.

“Esta primeira imagem é apenas um vislumbre da notável nova ciência que vem de toda a suíte de instrumentos e sensores da Juno que adquiriu dados enquanto deslizávamos sobre a crosta gelada da lua Europa”, disse Scott Bolton, principal investigador da Juno, ao site Business Insider.

Por volta das 6h30 da manhã (pelo horário de Brasília), a espaçonave fez sua aproximação máxima de Europa, ziguezagueando por 352 km acima da superfície da lua galileana (assim designada por ter sido vista pela primeira vez por Galileu Galilei, no início do século 17).

Juno estava na sombra do corpo celeste, mas a luz solar refletindo de Júpiter forneceu iluminação suficiente para a câmera da sonda capturar imagens.

À direita, imagens brutas de Europa tiradas pela sonda Juno nesta semana. À esquerda, uma imagem de cores naturais aproximada de Europa feita pela sonda Galileu.

Acima, o registro à esquerda, feito pela sonda Galileu, em 1997, é uma imagem de cores naturais aproximada de Europa e mostra a impressionante diversidade de sua geologia superficial. À direita, está uma imagem bruta da sonda Juno captada durante esse sobrevoo recente mais próximo. Ambas mostram longas rachaduras lineares e cumes atravessando a superfície da lua.

Depois de processar as novas imagens, os pesquisadores esperam revelar como a lua Europa mudou ao longo de décadas, ao compará-las com imagens de missões anteriores. “A equipe científica vai comparar todo o conjunto de imagens obtidas pela Juno com imagens de missões anteriores, procurando ver se as características da superfície da Europa mudaram nas últimas duas décadas”, disse Candy Hansen, investigadora da Juno que lidera o planejamento da JunoCam, a câmera de luz visível da sonda. “As imagens da JunoCam preencherão o mapa geológico atual, substituindo a cobertura de baixa resolução existente da área”.

Fonte: Olhar Digital