Todos os dias, vários adolescentes são apreendidos pela Polícia Militar nas ruas da Grande Fortaleza praticando atos infracionais, como assalto, furto, estupro, tráfico de drogas, sequestro-relâmpagos, homicídio e latrocínio FOTO: MIGUEL PORTELA

Todos os dias, vários adolescentes são apreendidos pela Polícia Militar nas ruas da Grande Fortaleza praticando atos infracionais, como assalto, furto, estupro, tráfico de drogas, sequestro-relâmpagos, homicídio e latrocínio FOTO: MIGUEL PORTELA
Todos os dias, vários adolescentes são apreendidos pela Polícia Militar nas ruas da Grande Fortaleza praticando atos infracionais, como assalto, furto, estupro, tráfico de drogas, sequestro-relâmpagos, homicídio e latrocínio FOTO: MIGUEL PORTELA
Segundo a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), em 2012, 4.208 menores foram apreendidos. Os números de adolescentes envolvidos em atos infracionais vêm crescendo de modo expressivo no Ceará, no últimos anos, de acordo com dados da Polícia Civil. De acordo com as estatísticas da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), obtidos com exclusividade pelo Diário do Nordeste, na semana passada, nada menos que 4.208 adolescentes foram apreendidos pela PM, na Grande Fortaleza, em situação de flagrância pela PM, em 2012.

 

Todas estas ocorrências geraram 3.268 procedimentos em que menores foram autuados. Em seguida, transferidos para o Centro de Triagem e encaminhados à presença de um dos juízes das Varas da Infância e da Juventude de Fortaleza.

Lotação

Um levantamento da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SNDH) do Ministério da Justiça, apontava, ainda em 2011, que o Ceará já era o Estado com maior índice de superlotação nos espaços destinados à internação de adolescentes infratores.

Além das dificuldades de abrigar tantos internos, que são cerca de 900 atualmente e apenas 600 vagas, o Estado despende cerca de R$ 2.900,00 em média, por mês, com cada um deles.

Para o delegado de Polícia Civil Jairo Façanha Pequeno, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), o aumento dos números de adolescentes apreendidos praticando delitos gera uma grande preocupação para a instituição.

“A punição para os adolescentes infratores ainda é considerada branda e eles acabam confiando nisso. Por conta disto, estão sendo usados pelos bandidos maiores de idade em diversos tipos de crimes previstos em lei”, afirma o diretor do DPE.

No entanto, Pequeno salienta que o trabalho da DCA, que tem como titular a delegada Iolanda Fonseca, vem sendo bem sucedido, uma vez que conseguiu alcançar seus objetivos, mesmo com um efetivo reduzido.

Fonte: Diario do Nordeste