Saúde
Secretaria de Saúde do Município de Iguatu já disponibiliza o “teste da orelhinha”

De acordo com a fonoaudióloga, Dra. Nirley Moreira, o exame é feito utilizando uma sonda que é colocada no conduto auditivo externo (ouvido externo). A partir dai se emite um som de baixo volume onde o equipamento registra a resposta gerada nas células ciliadas externas do ouvido interno. E quanto mais cedo for feito o teste, maiores são as chances de reverter a situação ou iniciar o tratamento precocemente. O ideal é que o teste seja feito ainda no primeiro mês de vida, disse a Dra. Nirley.
A Lei Nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torna obrigatória e gratuita a realização do exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha. Ele faz o diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência é de um a dois por mil nascidos vivos.
A lei foi um grande passo para a prevenção de problemas na criança, pois, pelo teste, é possível detectar milhares de possíveis doenças. “A deficiência auditiva é uma patologia muito comum entre os recém-nascidos, sendo encontrados de um a três casos de surdez a cada mil nascimentos”, afirma o secretário de Políticas Públicas para a Saúde, Dr. Joab Soares de Lima.
Esse número aumenta para até seis casos a cada mil nascimentos se o bebê tem algum fator de risco para surdez, como casos de deficiência auditiva na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), fez uso de medicamentos ototóxicos, entre outros.
*Assessoria de Comunicação da Prefeitura