Amigos, cada semana estamos conversando sobre um assunto que além de está na mídia diariamente é de suma importância para cada leitor da nossa coluna semanal. Não é que dessa vez deixaremos de focar também as mulheres (JAMAIS!) mas temos um público diferenciado, àquele onde a maioria supõe ser o sexo mais forte, os mais viris, dos que não precisam de profissionais da saúde, dos que se cuidam (tudo mentira!)… nós mesmos… homens, sexo masculino, sexo também frágil em muitos aspectos, que possuem feminilidade e que precisam de muita atenção também! Homens, hoje a dedicação é para vocês!

O mês de novembro no campo da saúde brasileira para muitos não é apenas o combate ao câncer de próstata, um dos tipos de câncer que mais agride à população masculina, mas também é um movimento permanente pela saúde integral dos homens. O conhecido Novembro Azul não é ideia brasileira, mas sim uma inspiração numa ação internacional, o Movember (mistura de “moustache” – bigode em inglês e “November” – novembro em inglês), que tem como objetivo a conscientização de alguns problemas na saúde dos homens.

– E nessa coluna num vai ter a hashtag #MeExplicaMaisLuiz, não? – já sei que tem gente perguntando.

– É uma das que mais precisa! – responde o colunista.

Então vamos lá. Vamos começar por um choque de realidade. Homens, por favor, cuidar da saúde também é coisa de homens. E cuidar da saúde não se trata de procurar um profissional apenas quando estamos com algum sintoma incomum, dores absurdas, cansaço físico ou mental e/ou com alguma doença. É preciso olhar para o corpo como um todo, e cuidar do físico e da mente, da qualidade de vida, do sexo, do stress, do lazer e das relações pessoais. Cuidar é buscar o serviço de saúde para orientação e informação sobre prevenção e também tratamento.

Ah! Então quer dizer que o cuidado é para fazer um check-up anual apenas no mês de novembro? Então é apenas para procurar os serviços de saúde apenas nas campanhas integrais à saúde masculina? Homens, por favor, o mês é de destaque, de alerta para o nosso público, apenas isso. Mas o ano inteiro, independente da data comemorativa, precisamos nos preocupar, nos cuidar, pensar em nós.

Precisa-se pensar em hipertensão, diabetes, obesidade, doenças sexualmente transmissíveis, e claro, nos mais variados tipos de câncer, principalmente o da próstata, o tempo todo. Equipes estão preparadas, tratamentos estão à espera e fatores são gerados no ambiente e em nós mesmos para que saibamos a hora de realmente procurarmos os serviços de saúde. #MeExplicaMaisLuiz

O câncer de próstata, por exemplo, é um tipo de câncer que não costuma apresentar sintomas no estágio inicial, por isso é muito importante que o paciente verifique se ele possui fatores de risco, como parentes que já tiveram a doença ou hábitos de vida pouco saudáveis para sempre relatar nas visitas aos postos de saúde e clínicas médicas. Homens, atenção à sintomatologia do câncer de próstata… dificuldade na micção (a nossa vontade de fazer xixi), diminuição do jato urinário, ardor ao urinar, sangue na urina, vontade de urinar frequentemente à noite.

Pela orientação do Ministério da Saúde, é recomendado que os homens realizem exames preventivos, como toque retal (HÃ?!!) #MeExplicaMaisLuiz e do hormônio PSA, através de exame de sangue, a partir dos 50 anos. Caso haja algum fator de risco como histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais, alimentação rica em gorduras (daí o aparecimento as comorbidades – hipertensão e diabetes), sedentarismo e excesso de peso (aumentando a probabilidade de aparecer obesidade e síndrome metabólica), a prevenção deve começar o quanto antes.

O grande tabu do toque retal – nos preparemos para o segundo choque de realidade da coluna – não diminui sua masculinidade, não afeta na sua sexualidade, não descaracteriza seus conceitos de macho – lembrando sempre que ser HOMEM é muito além do predatismo sexual, é muito além de aparentar ser HOMEM… é preciso ser HUMANO, e isso a coluna não pode ensinar. O exame é simples, rápido, eficaz e seguro e previne – teoricamente – uma brevidade da vida.

Devidamente apresentados e orientados, homens, segue sempre o ensejo de cuidados, prevenções e tratamentos adequados para que a vida siga em torno de uma expectativa de vida sempre acima da média.

Abraços cheio de saúde à todos!

Esqueci de contar que o alfa não é da expressão “machos-alfa”, mas sim para alertar também que homens também tem significado plural de alfa a ômega. Todos são diferentes. Uns se cuidam. Outros não. Uns se amam. Outros não. Sejamos Homens sem alfa. Sejamos pessoas sem alfa. Sejamos.

*Esta coluna é escrita pelo neurofarmacêutico, Luiz Paulo Ferino*