(Francinildo Lima, advogado, corretor de imóveis e especialista em Direito Imobiliário)

O preço dos imóveis novos em razão da alta nos materiais de construção, tem se mantido em constante ascensão de preço, aquecendo o mercado de serviços de manutenção e reformas prediais. A pandemia trouxe a necessidade de maior permanência nas residências em razão das restrições de locomoção, trazendo o desejo por parte das famílias de terem mais conforto em suas casas, mostrando a preocupação com melhorias nos ambientes e até ampliações dos espaços construídos.

Conforme levantamento realizado pela Casa do Construtor, importante empresa do ramo de locação de equipamentos de construção, 68% dos brasileiros entrevistados realizaram algum tipo de reforma em suas residências nos últimos 12 meses. Desse total o predomínio se dá na classe AB, com 78%, ante 54% da C. A mesma pesquisa mostra que nos próximos seis meses mais de 50% dos entrevistados, tem como meta realizar outras reformas em suas casas. Entre os ambientes que são espaços pretendidos para as melhorias, a sala de estar/jantar e o quarto aparecem empatados em primeiro lugar nas intenções (35%), cozinha e banheiro (32% e 30%, respectivamente).

O levantamento revelou ainda que 71% dos entrevistados, contrataram um prestador de serviços e apenas 16% optaram pelo “faça você mesmo”, o que reflete uma tendência no crescimento de serviço de manutenção residencial em nosso país.

Por sua vez, a cadeia da construção civil também se desenvolve em todo o setor, uma vez que as reformas e mesmo os pequenos serviços são responsáveis não apenas pela geração de demanda de mão de obra, mas também pelo aquecimento nas vendas de lojas de todos os portes, inclusive aquelas menores que estão localizadas em bairros distante do centro comercial das cidades.

Assim, a reforma no imóvel tem sim servido de uma excelente alternativa, para aqueles que ainda estão em dúvida ou mesmo com receio de realizar um empréstimo a longo prazo, que possibilite a aquisição de uma casa maior e com mais espaço.

*Por Francinildo Lima, advogado, corretor de imóveis e especialista em Direito Imobiliário.